O encontro teve como foco a análise da maturidade das empresas no uso da tecnologia, além da troca de experiências sobre governança, aplicações práticas e desafios para integrar IA às estratégias de negócio.
A programação incluiu painéis, apresentação de diagnósticos e um hackathon executivo voltado à experimentação de soluções baseadas em inteligência artificial em processos corporativos.
Hackathon executivo coloca IA em prática
A proposta do Futuriza foi levar executivos a experimentar o uso da inteligência artificial dentro de processos reais de negócios.
José Cláudio Securato, CEO da Exame Educação e fundador da Saint Paul, conta que o encontro reuniu empresas convidadas para discutir aplicações estratégicas da tecnologia. “Hoje nós estamos aqui recebendo os nossos 10 clientes In Company especiais para o Futuriza, que é um hackathon executivo sobre inteligência artificial”, afirmou. Ele destacou que o evento foi estruturado a partir de um diagnóstico prévio realizado com as empresas participantes.
Entre os convidados, executivos compartilharam experiências de implementação da inteligência artificial em diferentes setores.
Roberto Curi, vice-presidente da unidade de atendimento e experiência do cliente da Dasa, destacou o papel da governança no processo de adoção da tecnologia nas empresas. “Hoje a gente vem contribuir e falar um pouco da governança de inteligência artificial e como a gente sai da teoria para a aplicação na prática, com alguns cases de vida real”, afirmou.

(Hugo Maciel/Exame)
IA aplicada a marketing, vendas e processos corporativos
Durante o hackathon, os participantes foram convidados a aplicar ferramentas de inteligência artificial em diferentes etapas de processos corporativos.
Marcos Sanchez, professor de inteligência artificial da Faculdade Exame e da Sampo Escola de Negócios, explicou que a proposta foi explorar aplicações ao longo de toda a cadeia de marketing e vendas. “Nosso objetivo hoje é levar os diretores de empresas a experimentar a inteligência artificial e ver como ela pode ajudar no processo fim a fim”, afirmou.
Para Adriano Mussa, reitor da Exame Saint Paul, o principal desafio das organizações hoje não é apenas adotar a tecnologia, mas identificar onde ela gera valor real para o negócio.
“Nessa manhã super especial trabalhamos com o C-Level de grandes organizações para identificação de oportunidades estratégicas do uso da inteligência artificial”, afirmou.
Ele destacou que muitas empresas ainda buscam entender como aplicar a tecnologia de forma efetiva. “Esse é o maior desafio que estamos enfrentando hoje. O uso estratégico de IA que resolva dores reais das organizações”, disse.
IA avança na agenda estratégica das empresas
O Futuriza reforçou um movimento que vem ganhando espaço nas empresas brasileiras. A inteligência artificial já faz parte da agenda estratégica de organizações de diferentes setores, mas ainda enfrenta desafios ligados à qualidade de dados, governança e velocidade de implementação.
Com executivos avaliando a maturidade média em IA em 7 numa escala de 0 a 10, o cenário indica que muitas empresas avançaram na compreensão da tecnologia, mas ainda estão em fase de consolidação das aplicações no dia a dia dos negócios.
Eventos como o Futuriza buscam justamente acelerar esse processo ao aproximar executivos, especialistas e empresas que já começam a colocar a inteligência artificial no centro das decisões estratégicas.
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