Vacilos (Thinkstock/kieferpix)
Redatora
Publicado em 10 de setembro de 2026 às 05h21.
O desemprego no Brasil caiu para 6,1% no primeiro trimestre de 2026, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo IBGE. Entre jovens de 18 a 24 anos, porém, a taxa de desocupação chegou a 13,8%, mais que o dobro da média nacional.
Na prática, quase um em cada sete jovens dessa faixa etária está fora do mercado de trabalho, e o obstáculo mais citado por eles não é falta de qualificação. É a exigência de experiência prévia que ninguém dá espaço para construir.
O país reduziu o desemprego geral nos últimos trimestres, mas não resolveu a entrada do jovem no mercado de trabalho. A informalidade entre trabalhadores de 18 a 24 anos ultrapassa 45%, acima da média nacional de 37,3% apurada pelo IBGE.
O início do ano costuma agravar esse cenário: o fim dos contratos temporários abertos para o período de fim de ano pressiona a taxa de desemprego geral, mas afeta sobretudo quem está tentando a primeira vaga.
Esse padrão de entrada precária se repete há anos. Levantamentos anteriores do IBGE já mostravam desocupação de 11,4% entre jovens de 18 a 24 anos em 2025, a menor da série histórica até então, e ainda assim quase o dobro da taxa entre adultos.
Um estudo da consultoria MindMiners mostra que 59% dos integrantes da geração Z avaliam o mercado de trabalho atual como pouco ou nada favorável. Entre os motivos apontados pelos próprios jovens estão os baixos salários (48%), a exigência de experiência prévia (39%), a alta concorrência por vagas (35%) e a falta de contatos profissionais (32%).
O padrão aparece mesmo entre quem já tem formação. Parte dos jovens qualificados não encontra, no mercado formal, condições para se sustentar, o que empurra uma fatia deles para trabalhos informais ou plataformizados como alternativa de renda.
Um relatório do Banco Mundial sobre o mercado de trabalho brasileiro reforça o diagnóstico: ferramentas já existentes para dar experiência a jovens seguem subutilizadas.
As empresas brasileiras contrataram até agora apenas 23% do número potencial de aprendizes previsto pela Lei do Aprendiz, um instrumento pensado justamente para abrir as primeiras portas no mercado formal.
O relatório também aponta que programas de qualificação estruturados fazem diferença na permanência do jovem no emprego. Estudos setoriais mostram que quem passa por esse tipo de preparação tem taxa de permanência até três vezes maior do que quem entra sem nenhum tipo de acompanhamento.
Se você está no início da vida universitária e busca dar um salto rumo ao mercado de trabalho, com formação prática, networking relevante e bolsa integral, esta é sua chance.
O Carreira de Excelência tem uma metodologia que une teoria e prática. Tudo para acelerar seu desenvolvimento e garantir destaque nos processos seletivos das melhores oportunidades.
Viva uma jornada profunda de desenvolvimento pessoal. O Carreira de Excelência é ideal para você que está buscando:
CANDIDATE-SE PARA UMA VAGA GRATUITA E SEJA UM CASE DE SUCESSO