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Estudar menos, aprender mais: os hábitos que podem turbinar sua nota no Enem

Especialista em educação lista hábitos que melhoram concentração, memória e equilíbrio emocional na reta final

Inscrições para o ENEM 2026 terminam no dia 12 de junho (Angelo Miguel/MEC)

Inscrições para o ENEM 2026 terminam no dia 12 de junho (Angelo Miguel/MEC)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 4 de agosto de 2026 às 16h09.

Com o Enem marcado para os dias 8 e 15 de novembro, a tentação de estudantes é simples: aumentar as horas de estudo até o limite. Mas especialistas em aprendizagem apontam que essa lógica pode ser contraproducente. O que realmente eleva o desempenho na prova não é o volume de horas, e sim a forma como esse tempo é organizado.

É o que defende Walker Nascimento, diretor acadêmico do Grupo MoveEdu, uma das maiores empresas educacionais do país, dona de marcas como Microlins, Yázigi e Prepara IA. Para ele, hábitos de rotina, descanso e regulação emocional pesam tanto quanto a revisão de conteúdo na reta final.

"Estudar não significa somente acumular horas de leitura ou resolver centenas de exercícios. O cérebro precisa de estímulos variados, descanso e organização para consolidar o aprendizado", diz Walker.

Rotina fixa e pausas antes do cansaço

Um dos pontos centrais é a regularidade. Estudar sempre no mesmo horário treina o cérebro a entrar em modo de concentração de forma automática, reduzindo o tempo perdido tentando "pegar o ritmo".

As pausas também precisam ser estratégicas. Esperar a exaustão para descansar já reduz o rendimento antes mesmo do intervalo. Interrupções curtas e planejadas ao longo do estudo sustentam a atenção por mais tempo e evitam a sensação de sobrecarga.

Outra técnica destacada é ensinar o próprio conteúdo em voz alta, mesmo sem plateia. O exercício expõe rapidamente as lacunas de entendimento: se a explicação sai fluida, o domínio do assunto é real.

Alternar entre disciplinas ao longo do dia também rende mais do que maratonar horas seguidas na mesma matéria. A variação estimula diferentes áreas do cérebro e evita a fadiga cognitiva de um único tema.

Treinar o foco em ambientes com pequenos ruídos, e não só no silêncio absoluto, prepara o candidato para as condições reais do dia da prova.

O que acontece fora da mesa de estudos importa

Sono, alimentação equilibrada e atividade física leve entram na lista com o mesmo peso das técnicas de estudo. Segundo o diretor, o desempenho intelectual depende diretamente da saúde física e emocional, não apenas do conteúdo revisado.

Reservar momentos de lazer sem culpa, como um filme, uma caminhada ou uma conversa com amigos, também ajuda a controlar a ansiedade acumulada na reta final.

Para Walker, um erro comum é comparar a própria rotina com a de outros candidatos. "Cada estudante possui um ritmo de aprendizagem e uma realidade diferente. Comparar a quantidade de horas estudadas ou o desempenho nas redes sociais pode aumentar a ansiedade sem trazer benefícios", diz.

Na reta final para o Enem, o desafio deixa de ser estudar mais e passa a ser estudar melhor.

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