Carreira

Crescendo 16% ao ano, este é o setor que mais sofre com falta de profissionais qualificados no país

Em plena expansão, mercado de tecnologia para o campo deve valer mais de US$8 bi em 2026 – e já tem cinco vagas abertas para cada profissional disponível no mercado; veja como se qualificar

Por Isabel Rocha
Publicado em 30/09/2022 09:30
Última atualização em 06/10/2022 10:09

Tempo de Leitura: 4 min de leitura

É provável que, ao ouvir falar em avanço tecnológico e transformação digital, a primeira imagem que venha à sua mente seja relacionada à grandes centros urbanos ou comerciais. Mas a verdade é que, em consonância com outros setores, o mercado global de agricultura também está se digitalizando rapidamente.

Para ter uma ideia, de acordo com um levantamento da 360 Research & Reports, o mercado de tecnologia para o campo deve atingir um valor de US$ 8,33 bilhões (ou R$46,6 bilhões) nos próximos quatro anos – o que significa um crescimento médio de impressionantes 16% ao ano até 2026. A previsão tem como base o avanço e consolidação de soluções tecnológicas para o campo, que ficaram ainda mais evidentes durante a pandemia – quando muitos agricultores encontraram nos canais digitais uma forma eficiente de driblar o fechamento das feiras presenciais (onde costumavam escoar suas produções) e continuar lucrando durante os períodos mais críticos do isolamento social.

Drones, pulverização automática, telemetria, blockchain, sensores e maquinários autônomos também têm ganhando destaque no setor nos últimos anos, a medida em que ajudam o a otimizar processos reduzir custos.

É nesse contexto que a demanda por pessoas capazes de orientar a implementação de projetos digitais em propriedades começa a aumentar. Porém, estudos mostram que ainda existe uma lacuna considerável entre a oferta e a demanda por estes profissionais.

“A análise do impacto da demanda por formação profissional advindas da transformação digital nos setores analisados indica que as maiores lacunas percentuais se encontram no setor de agricultura”, diz o relatório “Profissões emergentes na Era Digital: oportunidades e desafios na qualificação profissional para uma recuperação verde ”, resultado de uma parceria da Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ) com o Senai e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

No mesmo documento, especialistas afirmam que o setor deve gerar mais de 178,8 mil vagas de emprego até o ano que vem, enquanto a estimativa é de que menos de um terço dos profissionais esteja qualificado para preenchê-las. Em outras palavras: são cerca de cinco vagas abertas para cada profissional disponível no mercado.

“De forma geral, várias profissões surgem no setor com o potencial de serem as portadoras do conhecimento necessário para a digitalização do campo. A digitalização está ampliando as oportunidades de emprego, porém para profissionais mais qualificados. Profissionais nesta área precisam de conhecimentos para utilização dos softwares existentes para o processamento de todas as informações da propriedade e tomada de decisão, mas com constante atualização, já que os programas e equipamentos ficam rapidamente defasados”, diz o relatório.

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O resultado da defasagem entre oferta e demanda faz com que as vagas na área tenham salários atrativos. Segundo a plataforma Glassdoor, que permite que funcionários informem seus salários e benefícios de forma anônima, o salário médio nacional de um gestor em agronegócio atualmente está na casa dos R$ 12 mil por mês.

Série especial: carreira em agronegócio

Com o objetivo de ajudar a formar mais profissionais para suprir essa demanda do setor, a EXAME apresenta, entre os dias 17 e 25 de outubro, uma série de vídeos sobre como construir uma carreira no agronegócios.As aulas serão ministradas por Francisco Jardim, sócio-fundador da SP Ventures, uma das gestoras de Venture Capital especializada no agronegócio mais tradicionais do país.

O conteúdo será disponibilizado gratuitamente, mas é necessário preencher um formulário de interesse ( disponível aqui ) para garantir a sua vaga.

Vale lembrar que não é necessário ter formação em áreas relacionadas ao agronegócio (como veterinária, agronomia ou administração) para participar.

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