Redação Exame
Publicado em 19 de janeiro de 2026 às 16h46.
Última atualização em 20 de janeiro de 2026 às 14h17.
No mundo do trabalho, saber se comunicar com clareza, empatia e autoridade não é apenas um diferencial, é uma exigência. E uma das formas mais poderosas de desenvolver essa habilidade, na prática, é por meio da mentoria.
Foi o que aprendeu Jack Cline, cofundador da organização sem fins lucrativos Youth Champions, após anos sendo mentorado e, depois, tornando-se mentor de jovens líderes.
Muito além de dicas de carreira, a mentoria moldou a forma como Cline lidera, se posiciona e influencia pessoas. Ao longo da sua trajetória, ele descobriu que o impacto de um líder não está só no que é dito, mas na forma como se escuta, se age e se constrói confiança.
Hoje, suas lições servem para profissionais de todas as áreas que querem aprender, na prática, a comunicar com mais intenção, e menos performance. Veja três delas e como elas podem travar ou acelerar sua carreira As informações foram retiradas de Entrepreneur.
Cline aprendeu cedo, com o próprio pai, que liderança começa com o exemplo. Não adianta delegar se você não está disposto a participar. No ambiente profissional, credibilidade não se conquista com retórica, mas com atitude.
Equipes observam comportamentos, e os líderes que se colocam acima do trabalho perdem rapidamente a confiança do grupo.
No contexto de uma comunicação assertiva, esse princípio é vital. Pessoas não escutam líderes apenas pelo conteúdo de suas palavras, mas pela coerência entre o que dizem e o que fazem. Para influenciar de forma duradoura, é preciso alinhar discurso e prática, e mostrar que o compromisso com o time é genuíno.
Outro mentor importante na jornada de Cline foi David Gold, fundador da 99 Cents Only Stores. Gold não esperava o momento ideal, ele testava, errava, ajustava. Essa abordagem moldou a forma como Cline enxerga execução. A paralisia causada pela busca por timing perfeito é um veneno para a comunicação e a liderança.
No dia a dia do trabalho, muitos profissionais adiam conversas difíceis, apresentações ou posicionamentos por insegurança. Mas, como mostra Cline, o progresso vem da prática contínua, e não da perfeição.
Ter uma postura aberta ao erro, escutar o retorno do outro e ajustar o tom e a abordagem são elementos centrais de uma comunicação verdadeiramente eficaz.
Um dos aprendizados mais transformadores para Cline foi abandonar o hábito de fazer suposições sobre pessoas e situações. Antes, ele avaliava conversas pelo que poderia “ganhar” com elas.
Depois, passou a encarar cada troca como uma oportunidade de aprender. Esse tipo de escuta ativa, que nasce da curiosidade e não do julgamento, é uma competência essencial da comunicação assertiva.
Na organização que fundou, a Youth Champions, Cline estruturou um modelo baseado em mentalidade de crescimento e responsabilidade radical. Jovens aprendem a se posicionar, a pedir orientação, a ouvir críticas com maturidade e a construir narrativas próprias, práticas fundamentais para qualquer profissional que queira se comunicar com mais clareza e propósito.
Em um mundo onde todos falam, poucos realmente são ouvidos. Profissionais que dominam a comunicação assertiva se destacam, inspiram confiança e são lembrados por sua clareza e equilíbrio.
Agora é sua vez de desenvolver essa habilidade e transformar o modo como você se expressa e como as pessoas te escutam.
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