Tema de cofrinhos azuis com gráficos de computador. Porquinhos fofos dispostos em um padrão de malha. Símbolo de economizar dinheiro e guardá-lo em casa. Conceito de finanças, serviços bancários e dinheiro. (OsakaWayne Studios/Getty Images)
Redação Exame
Publicado em 14 de janeiro de 2026 às 10h33.
Em um ambiente corporativo onde decisões financeiras moldam o futuro de negócios, entender o comportamento humano diante do dinheiro pode fazer toda a diferença.
Steph Wagner, diretora nacional do programa Women & Wealth da Northern Trust, organizou ao longo de mais de uma década de experiência seis tipos de personalidades financeiras que ajudam a compreender como crenças e atitudes impactam escolhas de curto e longo prazo. As informações foram retiradas de CNBC Make It.
Profissionais com perfil doador tendem a colocar os outros à frente de si mesmos. No ambiente corporativo, essa generosidade pode se traduzir em alocação excessiva de recursos em áreas não prioritárias, patrocínios sem retorno mensurável ou concessões financeiras motivadas mais por empatia do que por estratégia.
O risco é negligenciar o planejamento financeiro da própria área ou da empresa. “Com planejamento cuidadoso e maior consciência de quando dizer não, é possível apoiar os outros sem comprometer a situação financeira”, diz Wagner.
Com foco em liderança e inovação, o pioneiro costuma tomar decisões audaciosas. São os profissionais que não hesitam em apostar em novos mercados ou investir em projetos disruptivos. A confiança e a busca por independência são marcas fortes desse perfil.
Mas, dentro de empresas, esse comportamento pode gerar vulnerabilidades se não houver gestão equilibrada. “Criar riqueza exige um conjunto de habilidades. Mas administrá-la exige outro. Saber delegar é essencial para reduzir o estresse e maximizar o retorno financeiro”, aconselha Wagner.
A desconfiança é uma das características mais complexas de lidar nas finanças corporativas. O cético vê o dinheiro como um símbolo de ganância e pode sabotar decisões estratégicas por medo de se associar a interesses que julga incorretos.
Esse perfil pode atrasar processos, frear investimentos e se opor a estratégias de crescimento por pura resistência ideológica. Wagner recomenda: “Cercar-se de pessoas financeiramente bem-sucedidas e generosas pode ajudar a reformular sua visão sobre o dinheiro.”
Também chamado de high roller, esse perfil vive para o agora. São profissionais que priorizam experiências, gostam de arriscar e muitas vezes tomam decisões baseadas na emoção — seja para aprovar um orçamento inflado ou insistir em uma ideia sem validação financeira.
No contexto corporativo, podem se tornar fontes de gastos desnecessários. “Explorar como você lida com emoções pode reduzir decisões impulsivas. Ferramentas de rastreamento de gastos e limites claros ajudam na autorregulação”, afirma Wagner.
O penny pincher é o profissional que evita qualquer risco. Ele acumula reservas e evita gastos até mesmo quando são estratégicos. Essa aversão ao risco pode ser boa para controlar custos, mas prejudicial ao crescimento de uma empresa.
“Aprender o básico sobre investimentos pode empoderar esse perfil a correr riscos calculados. Estabelecer metas específicas de gastos pode ajudar a mudar o foco do medo de perder para o que o dinheiro pode proporcionar”, recomenda a especialista.
O evitador é aquele que ignora completamente os números. No ambiente corporativo, isso se traduz em profissionais que evitam reuniões financeiras, não analisam relatórios ou transferem a responsabilidade por decisões críticas.
“Mesmo pequenas ações — como revisar relatórios por 10 minutos na semana — podem gerar mudanças. Educação financeira contínua é fundamental para reduzir a ansiedade e ampliar a autonomia”, destaca Wagner.
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