Redação Exame
Publicado em 4 de fevereiro de 2026 às 17h01.
Mesmo comandando a General Motors, montadora avaliada em cerca de US$ 75 bilhões, Mary Barra mantém um hábito pouco comum entre líderes de grandes corporações: responder pessoalmente, à mão, todas as cartas que recebe.
Em um contexto corporativo cada vez mais mediado por inteligência artificial, automação e camadas hierárquicas, a CEO segue apostando em comunicação direta como parte de sua rotina de liderança. As informações são da Fortune.
O acesso ao topo da General Motors pode começar de forma simples. Segundo Mary Barra, qualquer pessoa que lhe escreva uma carta física pode esperar uma resposta. A CEO afirma que lê e responde todas, independentemente do teor da mensagem.
Mesmo com a popularização de ferramentas de IA capazes de redigir respostas em segundos, Barra continua utilizando caneta e papel. As cartas variam de relatos de clientes fiéis da Chevrolet, que compartilham histórias sobre seus veículos, até mensagens de crianças preocupadas com o impacto do fechamento de fábricas da GM no futuro de suas famílias. Sejam elogios ou críticas, todas recebem retorno.
Durante a cúpula DealBook, do New York Times, em dezembro, Barra detalhou esse hábito. Segundo ela, chegam cartas de consumidores quando o hodômetro de seus carros atinge 200 mil, 300 mil ou 400 mil quilômetros, assim como mensagens de clientes insatisfeitos. Ainda assim, todas são respondidas. Para a executiva, trata-se de um negócio especial.
A atenção à comunicação intencional acompanha Mary Barra desde o início de sua trajetória na General Motors. Ao longo dos anos, ela passou da linha de montagem à presidência da companhia, mantendo o hábito mesmo ao figurar repetidamente entre as Mulheres Mais Poderosas nos Negócios da Fortune.
Em declarações anteriores, Barra reconheceu que decisões nem sempre serão corretas, mas reforçou que a escuta ativa e a abertura ao diálogo fazem parte da função de liderança. Essa postura, segundo observadores, contribui para reduzir a distância simbólica entre a alta administração e funcionários, clientes e o público externo.
Em um ambiente corporativo marcado por filtros institucionais, equipes de relações públicas e múltiplos níveis hierárquicos, a prática de Barra se destaca por manter uma conexão direta com pessoas fora do círculo executivo imediato.
Para Rodz, a atitude reforça que palavras carregam valor e podem impactar indivíduos de maneiras duradouras, mesmo em interações breves.
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