Escolha seu plano de previdência, PGBL ou VGBL

Cinco informações que você precisa conhecer antes de contratar um fundo de previdência complementar
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Ana BrandãoPublicado em 25/03/2013 às 14:40.

São Paulo - É preciso muita cautela antes de optar por um investimento financeiro, já que o que está em jogo é a sua grana para os próximos anos. “Cada pessoa precisa conhecer muito bem quais são seus objetivos e o tempo que tem para poupar”, diz Alessandro Andrade, superintendente executivo de previdência complementar do Grupo Santander, em São Paulo.

Como os bancos querem atrair cada vez mais clientes para os planos de previdência, os especialistas financeiros recomendam que você, além de pesquisar os principais produtos do mercado, dê uma olhada também nos fundos direcionados a grupos específicos, que podem oferecer mais serviços. No Grupo Santander, por exemplo, há um plano de previdência direcionado às mulheres e que oferece orientação nutricional.

Já o produto desenvolvido para crianças inclui o atendimento de um professor particular, no caso de o beneficiário se acidentar e ficar impossibilitado de ir à escola. Na BrasilPrev, há um plano de previdência que vai reduzindo a exposição ao risco de perder dinheiro conforme se aproxima o momento de o investidor sacar a grana.

Já a Icatu Seguros tem diversas opções de fundos de previdência para quem quer proteção contra a inflação, com carteiras compostas por títulos públicos atrelados ao Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) ou ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

A escolha entre um plano de previdência VGBL e um PGBL vai depender do jeito que você faz a declaração do Imposto de Renda.

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A primeira coisa antes de escolher um plano de previdência complementar é saber qual é seu perfil tributário. Em geral, para o contribuinte que declara o Imposto de Renda (IR) pela forma simplificada o plano indicado é o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL). Já quem faz a declaração de IR pelo modelo completo é beneficiado pelo Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL), que permite que até 12% das contribuições anuais sejam usadas para diminuir a base de cálculo do imposto.

Quem tem uma renda anual tributável de 200 000 reais vai pagar IR com alíquota de 27,5%. Mas se tiver feito contribuições no PGBL, poderá descontar 24 000 reais dessa base de cálculo, o que gera uma restituição de 6 600 reais, segundo Sérgio Prates Nogueira Filho, superintendente comercial da Icatu Seguros, em São Paulo.

No entanto, o IR sobre investimento em previdência privada é cobrado no momento do saque. Ou seja, esses 6 600 reais vão ser pagos mais à frente. E é aí que o aplicador tem de fazer a segunda opção, pelo regime de tributação, que pode ser regressivo ou progressivo.

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Quando você investe em um plano de previdência precisa definir entre o modelo de tributação progressiva ou regressiva. Parece complicado, mas não é. Se a aplicação é realmente para a aposentadoria e o investidor tem certeza de que não vai resgatar o dinheiro antes, o melhor é que ele opte pelo regime de tributação regressiva.


Nessa opção, a mordida do Leão começa em 35% e vai diminuindo cinco pontos percentuais a cada dois anos, até chegar a 10% depois de dez anos. No modelo de tributação progressiva, a alíquota de IR segue a tabela usada para os salários, chegando a 27,5%.

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Tanto no PGBL quanto no VGBL, a tributação de IR é feita somente quando o dinheiro é sacado. Mas há diferenças entre os dois planos de previdência. No PGBL, a base de cálculo para determinar o imposto é o patrimônio total. No VGBL, o imposto incide somente sobre o rendimento acumulado no período da aplicação.

Essa é uma das vantagens de aplicar em um fundo de previdência quando comparado com um fundo de investimentos, por exemplo, pensando em ter uma renda para o futuro. O fundo de investimentos paga imposto de 15% a cada seis meses, num sistema conhecido por come-cotas. Já no plano de previdência complementar, como não há cobrança de imposto semestral, o dinheiro acaba rendendo mais ao longo dos anos.

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O plano de previdência complementar pode ser eficiente em casos de sucessão. O titular do plano define seus beneficiários e, no caso de morte, o dinheiro é repassado aos herdeiros sem necessidade de inventário.

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Os planos de previdência privada PGBL e VGBL complementar também são bastante flexíveis. Quem tem um PGBL ou um VGBL pode alterar o nível de risco a qualquer momento, sem precisar fazer saques e, portanto, sem pagar Imposto de Renda. Assim, é possível aumentar a exposição ao risco em ações em bons momentos do mercado e diminuir em fases de crise.