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Ele largou tudo em Londres e encontrou mais lucro, menos custo e controle total do próprio negócio

Ethan Spibey abriu uma consultoria entre dois países, cortou custos e ganhou autonomia para crescer com menos

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 13 de janeiro de 2026 às 11h26.

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Aos 33 anos, Ethan Spibey decidiu abandonar uma carreira consolidada no setor de comunicação política no Reino Unido para abrir o próprio negócio e viver em Barcelona.

O que à primeira vista parece uma mudança de estilo de vida, na verdade revela uma estratégia financeira corporativa estruturada: reduzir custos, manter presença em um mercado-chave (Londres) e operar com mais autonomia e margem em um ambiente de menor pressão tributária e econômica. As informações foram retiradas do Business Insider.

Quando o custo de oportunidade supera a segurança

Spibey trabalhava no coração de Westminster, em Londres, como diretor em uma agência de comunicação. Tinha estabilidade, progressão de carreira e uma rede influente de contatos. Mas a matemática da vida corporativa não estava mais fechando.

Mesmo com altos salários, o custo de vida crescente, a previsibilidade da trajetória e o peso fiscal britânico o fizeram repensar o futuro.

A resposta veio em forma de planejamento: manter os vínculos profissionais no Reino Unido, mas estabelecer uma nova estrutura operacional, mais leve, mais barata e mais rentável, em Barcelona.

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Nasce a Born Advisory: estrutura leve, base sólida

O modelo de negócios foi claro desde o início: criar uma consultoria de comunicação voltada a CEOs, com foco em treinamento de mídia, discurso público e construção de imagem, operando remotamente a partir da Espanha, mas com atuação presencial em Londres, onde está sua base de clientes.

Spibey fundou a Born Advisory, batizada em homenagem ao bairro El Born, onde vive com o marido. Ele viaja para o Reino Unido duas vezes por mês para reuniões, um custo comercial pequeno perto do que gastaria mantendo uma estrutura fixa em Londres.

Esse formato híbrido permitiu manter receita em moeda forte e reduzir drasticamente os custos operacionais, uma equação que muitas empresas globais têm buscado resolver.

Uma gestão financeira orientada por autonomia e margem

A escolha de operar fora de Londres não foi apenas pessoal, foi corporativa e estratégica. Com um visto de residência obtido via casamento com um cidadão da União Europeia, Spibey conseguiu se estabelecer legalmente em Barcelona e desenhar um negócio que otimiza tributação, custo de vida e flexibilidade operacional.

Os voos quinzenais custam, em média, £100 e são tratados como despesas comerciais. Já os custos fixos, moradia, alimentação, estrutura, são significativamente mais baixos do que os de Londres. Um jantar a dois raramente ultrapassa £35; um café, metade do valor cobrado no Reino Unido.

Essa estrutura permite que ele mantenha alta margem de lucro e reinvista no crescimento da empresa, com um modelo que prioriza escalabilidade leve e alto valor agregado por contrato.

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Oportunidade real para profissionais que dominam finanças e estratégia

A história de Spibey é um exemplo direto de como dominar conceitos de finanças corporativas pode ser o diferencial entre trabalhar mais e trabalhar melhor. Ele não apenas empreendeu, mas montou uma operação internacional inteligente, minimizando riscos e maximizando retorno.

Sua atuação não depende de escala, mas de especialização, algo que o setor de serviços executivos tem valorizado cada vez mais. O negócio é pequeno em estrutura, mas eficiente em rentabilidade. O conhecimento prévio de mercado e a rede estabelecida foram usados como ativos financeiros para reduzir os custos de aquisição de clientes e acelerar o retorno sobre investimento.

Esse treinamento ensina como gerenciar o orçamento de empresas

Não é raro ouvir histórias de empresas que faliram por erros de gestão financeira. Foi de olho nisso que EXAME e Saint Paul decidiram liberar (com exclusividade e por tempo limitado) mais uma edição do Pré-MBA em Finanças Corporativas.

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