Redação Exame
Publicado em 23 de janeiro de 2026 às 14h26.
Aos 16 anos, Adi Bathla sonhava com o espaço, e venceu, por três vezes consecutivas, a competição internacional da NASA de design de habitats espaciais. Aos 29, ele decidiu abandonar o conforto de um cargo bem remunerado em uma startup de alto crescimento para dormir em oficinas mecânicas e entender os gargalos do setor automotivo.
Essa jornada radical de imersão foi o ponto de partida para a Revv, startup que atingiu US$ 1 milhão em receita em apenas seis meses e hoje opera com faturamento de oito dígitos e mais de 5.000 clientes. As informações foram retiradas da Entrepreneur.
Com passagem por empresas como Jet.com e Misfits Market, Bathla já havia vivido o ciclo de startups que crescem com velocidade, cultura forte e metas agressivas. Mas ele queria mais do que ser funcionário. Em 2022, tomou uma decisão de alto risco: recusou um bônus de US$ 30 mil, pediu demissão e decidiu viver dos próprios recursos enquanto descobria um problema real para resolver.
Com histórico familiar no setor de autopeças, escolheu o mercado antes da ideia — e passou meses dormindo em oficinas, conversando com mecânicos, distribuindo cartões e se colocando à disposição para “construir qualquer solução necessária”. Foi assim que descobriu uma dor latente: carros modernos, repletos de sensores e sistemas autônomos, estavam ficando cada vez mais difíceis de reparar corretamente. A complexidade crescia, mas as oficinas não conseguiam acompanhar.
A Revv surgiu para ser o “cérebro” das oficinas modernas. Quando um carro como o Audi A6 entra para reparo, o sistema da Revv identifica os sistemas embarcados, os componentes afetados e fornece instruções técnicas completas, com respaldo de documentação oficial para seguradoras. Um processo que antes levava horas ou dias, entre buscas, manuais e tentativas, passou a ser resolvido em segundos.
Do ponto de vista das finanças corporativas, o que impressiona é a velocidade da geração de receita. Lançada em junho de 2023, a Revv chegou a US$ 1 milhão em faturamento em seis meses, resultado direto da imersão prévia no mercado, da identificação precisa do “problema que pega fogo” e de uma execução orientada para escalar rápido. A empresa hoje opera com mais de 5 mil clientes, em dois países, com equipe de 60 funcionários e estrutura de vendas e atendimento montada para ativar novos clientes em até 24 horas.
No começo, Bathla financiou o negócio com capital próprio e abriu mão de estabilidade financeira. Ele relata ter investido dezenas de milhares de dólares do próprio bolso e enfrentado tanto estresse que acabou em uma sala de emergência hospitalar — sem mobilidade em um dos braços.
Mas o risco calculado rendeu frutos. A partir do MVP validado, o fundador concentrou esforços na estruturação do time de receita, engenharia e produto. De vendedor e desenvolvedor solitário, tornou-se gestor de um time especializado, com líderes experientes em cada área. A profissionalização foi essencial para sustentar o crescimento.
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