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Ela perdeu US$ 30 mil com um app que nunca foi lançado — hoje, lidera uma marca avaliada em US$ 9 mi

Michelle Hu trocou a tecnologia pelo mercado de consumo e fez da Étoile uma referência em acessórios de beleza com receita milionária

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 12 de janeiro de 2026 às 14h23.

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Quando Michelle Hu perdeu US$ 30 mil em sua primeira tentativa de empreender com um aplicativo de beleza que nunca chegou a ser lançado, tudo indicava que sua incursão no mundo dos negócios terminaria ali.

Mas dois anos depois, ela abandonou o mercado de tecnologia, deixou o emprego como analista no Citi e decidiu apostar em algo mais tangível: uma linha de acessórios de beleza feita à mão.

O que nasceu como uma venda online improvisada se transformou na marca Étoile, que faturou mais de US$ 9 milhões no último ano e acaba de chegar a quase 30 lojas da Anthropologie nos Estados Unidos.

A virada de Michelle não foi apenas emocional ou criativa, ela envolveu ajustes estruturais e decisões financeiras críticas. Sua história é uma demonstração prática de como produto, mercado e controle de capital são os pilares da finança corporativa aplicada à realidade de negócios em expansão. As informações foram retiradas do Business Insider.

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Uma ideia sem alinhamento

Em 2017, ainda trabalhando no banco, Michelle tentou lançar o Mei, um aplicativo para agendamento de serviços de beleza. Com US$ 30 mil investidos e um ano de desenvolvimento, o projeto nunca viu a luz do dia. Faltou algo essencial: fit entre produto e mercado — e também entre ideia e vocação empreendedora.

“Eu não tinha formação em tecnologia e descobri, tarde demais, que não era apaixonada pelo produto que estava criando”, disse ela.

A lição foi direta: é preciso amar o setor onde se quer atuar, porque a paixão é o combustível para persistir nos períodos difíceis — e para manter o foco financeiro quando o retorno demora a aparecer.

O reposicionamento que mudou tudo: foco no que o mercado quer (e compra)

Enquanto lutava com o app, Michelle já vendia, paralelamente, organizadores de maquiagem em acrílico sob a marca Étoile. O produto ganhou tração orgânica. Ao perceber isso, ela optou por encerrar o Mei e mergulhar de vez no mercado de bens de consumo.

Mas mesmo a Étoile começou com erros estratégicos: ela tentou transformar a marca em uma “loja de tudo” para beleza, vendendo desde ring lights até espelhos de camarim. O público era disperso, o custo de estoque alto, e o retorno, baixo.

A virada aconteceu quando ela fez cortes duros, eliminou produtos pouco rentáveis e focou apenas na linha de acessórios para viagem, os itens mais procurados e com melhor margem.

“Quando acertamos o produto e o mercado, tudo passou a funcionar de forma mais eficiente. A diferença entre remar contra a maré e ter vento a favor é visível”, afirmou.

Esse é um ponto-chave para profissionais de finanças corporativas: entender que crescimento sustentável vem da capacidade de identificar e escalar o que realmente dá retorno, abandonando o que só consome recursos.

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O preço da inexperiência

Um dos erros mais caros cometidos por Michelle foi a má seleção de prestadores de serviço no projeto do app. Sem orçamento para profissionais experientes, contratou estudantes com pouca bagagem, o que resultou em atraso, retrabalho e desperdício de capital.

“Achava que, se alguém já tivesse feito um app antes, poderia fazer qualquer um. Eu estava errada. Não pesquisei, não analisei portfólio, só fui.”

Essa etapa da jornada mostra como a gestão financeira corporativa vai além dos números: ela passa por tomada de decisões baseadas em risco, eficiência de investimento e análise de capacidade técnica. Contratar certo é alocar capital com inteligência.

Abandonar ideias que não funcionam

No início da Étoile, Michelle relutou em cortar produtos estocados, mesmo quando eles claramente não geravam retorno. Foi só quando tomou a difícil decisão de descontinuar itens como espelhos e móveis de maquiagem que a empresa deu um salto.

“Foi só quando deixei de lado o orgulho e aceitei que algo não estava funcionando que o negócio se transformou.”

Essa mudança de mentalidade é essencial para quem atua com orçamento, planejamento e estratégia financeira corporativa: saber quando parar de investir em ativos improdutivos pode ser tão decisivo quanto saber onde aplicar.

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