Redatora
Publicado em 12 de janeiro de 2026 às 11h31.
Em 2016, com apenas US$ 50 no bolso, a vietnamita Gia Huynh desembarcava nos Estados Unidos com o sonho de recomeçar a vida. Mãe solteira, sem ensino fundamental completo e enfrentando um histórico de abusos e dificuldades, Huynh viveu por semanas em um carro com seu filho recém-nascido.
Pouco tempo depois, transformaria US$ 500 investidos em ingredientes em uma operação digital milionária. Hoje, sua empresa, a Silky Gem, especializada em doces artesanais inspirados em receitas tradicionais do Vietnã e do Japão, fatura mais de US$ 9 milhões por ano, segundo dados analisados pela CNBC Make It.
Sua trajetória é, antes de tudo, um exemplo claro de como disciplina financeira, visão empreendedora e controle de recursos podem transformar uma realidade de vulnerabilidade em um case de sucesso no ecossistema corporativo.
Nascida em Dong Nai, no Vietnã, Gia cresceu na cidade de Ho Chi Minh em um ambiente de extrema pobreza. Na infância, sofreu violência doméstica e abuso sexual. Abandonou a escola antes da quinta série e era frequentemente alvo de bullying. Ainda jovem, começou a trabalhar em salões de manicure para ajudar a sustentar a família.
Ao imigrar para os Estados Unidos com o então marido, a promessa de um recomeço logo se chocou com a realidade: instabilidade financeira, dependência de terceiros e, posteriormente, a separação. Após um novo relacionamento abusivo, Gia perdeu tudo: emprego, renda e crédito. Com um bebê de cinco semanas, passou a viver em seu carro.
Foi nesse momento-limite que ela decidiu mudar o rumo da própria história, com uma estratégia que se baseia em pilares sólidos da gestão financeira pessoal e corporativa: cortar custos, gerar receita mínima e reinvestir em crescimento.
Determinada a sair da sobrevivência, Gia foi para Maryland, onde começou a trabalhar no salão de manicure da irmã. Mesmo com renda baixa e pouco tempo com o filho, usava as madrugadas para testar ideias de negócios online.
Depois de fracassar em pelo menos seis iniciativas, de sabonetes artesanais a biquínis, ela encontrou inspiração em vídeos de doces cristalizados, semelhantes aos que sua bisavó fazia no Vietnã. Investiu US$ 500 em ingredientes e começou a experimentar a receita em casa, entre meia-noite e quatro da manhã. Às seis, já estava de pé para mais um dia de trabalho.
O que parecia apenas uma lembrança afetiva tornou-se o alicerce de uma empresa digital escalável. Em poucos meses, a loja da Silky Gem no Etsy começou a gerar entre US$ 600 e US$ 1.000 mensais, o suficiente, segundo Gia, para garantir fraldas e leite para o filho.
A grande virada veio em março de 2022, quando uma publicação de influenciadora viralizou e gerou US$ 3.000 em vendas em um único dia. A demanda explodiu. Nos nove primeiros meses, a empresa já havia faturado US$ 1,8 milhão.
Gia então aplicou um dos fundamentos centrais da finança corporativa: escalabilidade. Investiu na estrutura do negócio, profissionalizou a produção, ampliou a divulgação nas redes sociais e passou a gerir sua marca com base em dados, marketing de performance e reinvestimento sistemático no negócio.
O crescimento da Silky Gem seguiu trajetória ascendente até alcançar US$ 9 milhões em 2024, com uma operação 100% digital, enxuta e com forte apelo visual e emocional.
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