Primeiros lugares no ranking: Títulos públicos se destacaram de lavada (nikkytok/Thinkstock)
Redatora
Publicado em 11 de agosto de 2026 às 17h26.
Existe uma pergunta que ronda quem está prestes a se inscrever em uma seleção nacional: será que um único reconhecimento é capaz de mudar o rumo de uma carreira que ainda nem começou?
A ciência já testou essa hipótese, e a resposta tem nome: Efeito Mateus.
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O termo vem da parábola bíblica em que "a quem tem, mais será dado", e foi adotado pela sociologia da ciência para descrever como reconhecimento gera mais reconhecimento.
Um estudo publicado no periódico científico PLOS ONE, conduzido por pesquisadores da Universidade de Guelph, no Canadá, testou essa teoria de forma inédita: isolando o efeito do status conquistado por um prêmio da qualidade prévia de quem venceu.
Os pesquisadores analisaram dados de 427 casos ligados a premiações coletivas de alto nível e encontraram um padrão consistente: o status obtido ao vencer um prêmio dá acesso a mais oportunidades, e esse acesso amplia a produtividade e o reconhecimento futuros, independentemente do desempenho da pessoa antes de vencer.
Ou seja, o prêmio não é só uma consequência do talento. Ele também é uma causa de mais portas se abrirem depois.
A explicação por trás desse efeito tem relação direta com como o mercado avalia pessoas que ele ainda não conhece.
Pesquisa publicada na revista científica Journal of Vocational Behavior descreve prêmios como um mecanismo de sinalização: quando um recrutador, investidor ou parceiro não tem como avaliar diretamente a competência de alguém, um reconhecimento externo funciona como atalho de credibilidade. Reduz o trabalho de "provar" tudo do zero em cada nova oportunidade.
Isso é especialmente relevante para quem está no início da carreira. Sem os anos de histórico profissional para se destacar sozinho, um reconhecimento nacional passa a fazer esse papel: comunica, de forma rápida e verificável, que aquele talento já passou pelo crivo de terceiros.
O ponto central do Efeito Mateus é que ele é cumulativo. Não é um prêmio isolado que muda uma trajetória, é o acesso que ele destrava.
Mais visibilidade leva a mais convites, mais convites levam a mais oportunidades de mostrar trabalho, e cada nova entrega reforça a percepção inicial gerada pelo primeiro reconhecimento.
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Para quem está na universidade, esse dado muda a forma de olhar para uma inscrição em prêmio ou seleção nacional. Não é apenas sobre o troféu, o diploma ou a menção. É sobre destravar um ciclo que, segundo a evidência científica, tende a se sustentar sozinho depois que começa.
O Na Prática nasceu como uma plataforma educacional criada para impulsionar a carreira de jovens, do estágio à liderança, complementando o ensino universitário com uma formação voltada para o mercado de trabalho.
Pensando nesse propósito, a instituição criou o Prêmio Na Prática Protagonismo Universitário. Com cinco ganhadores, um de cada estado, ele é o primeiro reconhecimento nacional com recorte regional focado exclusivamente em estudantes de alto desempenho prático e acadêmico.