Bolsa de estudos: opções para graduação e pós (Foto/Thinkstock)
Redatora
Publicado em 31 de agosto de 2026 às 17h44.
Última atualização em 1 de setembro de 2026 às 14h33.
O diploma de Ciências Econômicas segue entre os mais valorizados do mercado de trabalho brasileiro.
Levantamento do Portal Salário, que cruza dados do CAGED com o Ministério do Trabalho e Emprego, mostra que o economista ganha em média R$ 9.054,78 por mês, em jornada de 42 horas semanais, com base em 1.997 admissões e desligamentos registrados no regime CLT nos últimos 12 meses em todo o país.
O valor coloca a profissão entre os 7% com salário típico mais alto do Brasil, num ranking que monitora mais de 2.600 ocupações.
A remuneração varia bastante conforme a função exercida, o porte da empresa e a região do país. Segundo o levantamento, o piso salarial médio da categoria é de R$ 5.102,61, enquanto o teto chega a R$ 16.455,36.
Multiplicado por 12 meses, o topo da faixa ultrapassa os R$ 197 mil anuais, patamar típico de cargos de gestão em bancos, consultorias e grandes empresas.
Além do salário, o curso também está entre os que mais exigem qualificação formal: Economia aparece entre os 12% com maior exigência de formação superior entre as ocupações acompanhadas pelo Portal Salário, sinal de que o mercado segue seletivo com quem carrega o diploma.
O perfil mais recorrente de quem entra no mercado tem 31 anos, é mulher, cursou Administração ou Comércio Exterior e trabalha 44 horas semanais. São Paulo concentra o maior volume de contratações do país, o que mantém a capital paulista como principal polo de vagas para a área.
A profissão é fiscalizada em todo o território nacional pelo Conselho Federal de Economia (Cofecon), autarquia responsável pelo registro de 230 mil economistas brasileiros. O órgão também mapeia oportunidades no setor público: neste ano, um concurso autorizado pelo governo federal reservou 52 vagas para economistas distribuídas entre o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e o Ministério do Planejamento e Orçamento.
A combinação de concursos federais com vagas em bancos, consultorias e empresas de análise de mercado ajuda a explicar por que o curso segue atraindo candidatos mesmo em anos de juros altos e atividade econômica mais lenta. Para quem calcula o retorno do diploma, os números de 2026 reforçam um argumento conhecido: poucas formações combinam amplitude de mercado e teto salarial tão alto quanto Economia.