Elaine Gabarrão, diretora executiva da ECOSAN Sustentabilidade
Redatora
Publicado em 1 de junho de 2026 às 18h00.
Elaine Gabarrão construiu uma carreira de mais de três décadas na área administrativo-financeira. Contadora de formação, com pós-graduação em Controladoria, passou por segmentos como indústria, serviços, aviação e saneamento, sempre em posições ligadas à gestão, finanças, processos, controladoria e centros de serviços compartilhados.
Hoje, é diretora executiva da ECOSAN Sustentabilidade, empresa voltada a soluções para tratamento de água e efluentes. Também atua como professora convidada.
A trajetória combina experiência técnica, liderança e uma inquietação constante por aprendizado. Foi esse movimento que a levou ao PIACC, Programa de Inteligência Artificial para C-levels, Conselheiros e Acionistas, da Saint Paul Escola de Negócios.
“Eu entendi que nós não somos iguais depois da inteligência artificial, assim como não fomos iguais depois da internet”, afirma.
A carreira executiva exige formação contínua. Ao buscar novos cursos no fim de 2024 e início de 2025, Elaine encontrou na Saint Paul uma proposta alinhada ao que procurava.
A escolha pelo PIACC veio da curiosidade e da urgência. “Eu quis começar pela inteligência artificial diante das mudanças importantes que estamos vivenciando.”
Mesmo acompanhando o tema, Elaine afirma que o curso trouxe uma virada importante de compreensão.
Para ela, um dos diferenciais do PIACC foi começar pela base conceitual antes de avançar para ferramentas e aplicações práticas. O programa, voltado a C-levels, conselheiros e acionistas, aborda IA generativa, cultura de dados, ética, LGPD, cybersecurity, tecnologia nos conselhos e implementação de projetos de IA.
Esse desenho ajudou Elaine a separar o entusiasmo do mercado da aplicação real nos negócios. “Quando você tem o conceito, consegue aplicar. Consegue separar o que é barulho do mercado do que realmente faz sentido”, ela diz.
Na visão de Elaine, a inteligência artificial já está presente no cotidiano das empresas. A questão deixou de ser se a tecnologia será usada e passou a ser como ela será incorporada.
“Ela é uma ferramenta, é um acelerador, mas eu nunca posso simplesmente dizer: ela fez e você divulga. Ela fez e você já coloca em operação”, afirma.
A executiva defende que o uso corporativo da IA precisa passar por governança, revisão humana e critérios claros de qualidade. Para ela, a tecnologia pode reduzir horas de trabalho, acelerar pesquisas, apoiar a produção de textos, vídeos, apresentações e relatórios, mas não substitui a responsabilidade de quem decide.
Elaine Gabarrão, diretora executiva da ECOSAN Sustentabilidade
“Somos seres muito inteligentes e sempre vamos ter o poder de escolha, de discernimento”, diz.
Na ECOSAN, esse entendimento já começa a orientar decisões práticas. A empresa passou a avaliar e contratar ferramentas com inteligência artificial considerando custo, aderência ao negócio, segurança, governança e impacto nos processos.
“O curso me ajudou muito a ver o conceito, a escolha da ferramenta, o devido uso e até a linguagem com os colaboradores”, afirma Elaine.
Entre os módulos do PIACC, Elaine destaca especialmente as aulas práticas. Para ela, o contato com ferramentas e casos reais permitiu transformar teoria em aplicação imediata.
“Na aula prática, você fazia o exercício e já saía pensando em como usar em casa e principalmente no trabalho”, diz.
Ela cita como exemplo atividades de criação de apresentações, análises, transformação de conteúdo em diferentes formatos e uso de ferramentas para acelerar entregas. “Um processo que talvez levasse dias eu fiz em três horas”, fala.
Esse ganho, no entanto, não é visto apenas como economia de tempo. Para Elaine, a produtividade precisa caminhar junto com qualidade. Na ECOSAN, a adoção de IA não está sendo tratada como iniciativa pontual.
Segundo Elaine, o objetivo é inserir a tecnologia na cultura da empresa, envolvendo pessoas, processos e decisões.
A experiência no PIACC reforçou em Elaine uma convicção: a inteligência artificial não pode ser adotada apenas porque virou tendência. Precisa ser compreendida, testada e aplicada com responsabilidade.
“Todos os pilares que eu estava buscando, encontrei no curso”, afirma. Para a executiva, a formação ajudou a conectar conceitos, ferramentas, ética e negócio — uma combinação essencial para líderes que precisam tomar decisões em um cenário de alta velocidade tecnológica.
“A inteligência artificial está aí. E a nossa inteligência vai ser saber lidar, saber usar em casa, nos estudos e no ambiente de negócios”, diz.