Redação Exame
Publicado em 7 de janeiro de 2026 às 14h09.
Em 2005, Teresa Johnson era uma profissional de RH com carreira estável em uma grande empresa. Vinte anos depois, tornou-se CEO da Color Me Mine, uma das maiores redes de estúdios de pintura em cerâmica do mundo, cujas franquias movimentaram mais de US$ 55 milhões (cerca de R$ 270 milhões) em vendas globais em 2024. Tudo começou com um impulso, um cartão de crédito e uma ideia familiar.
A história de Johnson revela como decisões financeiras estratégicas, mesmo quando arriscadas, podem gerar valor de longo prazo, transformando uma operação local em uma rede com escala internacional.
Além disso, o caso mostra como estruturação de franquias, sucessão e gestão familiar podem funcionar como modelos sustentáveis de crescimento corporativo. As informações foram retiradas de Business Insider.
O ponto de virada veio com um e-mail de um estúdio de cerâmica que Johnson frequentava com a filha. A dona estava vendendo o negócio. Teresa enxergou ali um sinal: comprou o estúdio usando US$ 25.000 do limite de seu cartão de crédito.
À época, era mãe solteira, com hipoteca para pagar e nenhum histórico no empreendedorismo. O estúdio funcionava todos os dias da semana, e a filha, Scout, então na segunda série, passou a ajudar. A rotina era puxada: ambas passavam noites no local preparando pedidos e embalando produtos. Johnson, no entanto, via ali mais do que um empreendimento, via uma oportunidade de transformar o futuro da família.
Com o tempo, Teresa abriu novas unidades e, anos depois, passou a atuar também como franqueada. Em 2010, abriu uma unidade da Painting with a Twist, com o objetivo de entender melhor como funcionava o modelo de franquias. A decisão se mostrou acertada: em 2020, já operava cinco estúdios, três próprios e dois franqueados.
No ano seguinte, deu um passo ainda maior: comprou participação na Color Me Mine, empresa que adquiriu a Twist Brands LLC (controladora da franquia que ela já conhecia). Com isso, Teresa assumiu a posição de CEO da companhia.
Do ponto de vista de finanças corporativas, o movimento é exemplar: Johnson migrou de operadora de unidades locais para gestora de uma marca global, transitando de receita operacional para equity, e da execução para o nível estratégico da gestão.
O salto da Color Me Mine para US$ 55 milhões em vendas anuais mostra a força do modelo de franquias como estratégia de crescimento. Em vez de concentrar capital e gestão em operações próprias, o modelo permite distribuição de risco, maior velocidade de expansão e presença geográfica mais ampla.
Sob liderança de Johnson, a empresa se posiciona como um negócio que vai além do lucro. Segundo ela, o foco está em transformar vidas e criar oportunidades para outras famílias empreendedoras, assim como aconteceu com a sua. Ainda assim, os números falam por si: a Color Me Mine se tornou uma marca global, com geração de caixa e estrutura replicável, elementos essenciais para atrair investidores ou expandir internacionalmente.
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