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De registrar para executar: na 'LG lugar de gente', agentes de IA já fecham folha e recrutam no RH

Com testes reais na Exímia, a LG lugar de gente amplia agentes de IA para folha, seleção e atendimento

Publicado em 25 de agosto de 2026 às 12h19.

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Durante anos, a tecnologia de RH serviu para registrar e digitalizar processos, mas a execução seguia dependendo de pessoas, etapa por etapa.

A LG lugar de gente, uma das principais empresas de HCM do país, quer mudar essa equação: a companhia amplia seu ecossistema de agentes de inteligência artificial para atuar diretamente em três frentes, folha e PeopleOps, recrutamento e seleção, e experiência do colaborador.

A empresa processa hoje mais de R$ 200 bilhões em folha de pagamento por ano, para cerca de 3 milhões de trabalhadores, em mais de 2.500 empresas clientes. É nessa escala que os novos agentes começam a operar.

O que muda no fechamento da folha

Em Folha e PeopleOps, os agentes conferem a folha de pagamento, identificam divergências e pendências, acompanham aprovações e respondem a pedidos de relatório em linguagem natural. Segundo a companhia, isso pode reduzir em até 75% o esforço do fechamento, sem abrir mão de rastreabilidade e controle sobre cada execução.

Para calibrar essa frente, a LG lugar de gente adotou um modelo próximo ao de forward-deployed engineers, em que times de produto e tecnologia acompanham de perto a rotina do cliente. A Exímia, consultoria especializada em folha, foi o cliente-piloto do projeto.

"Em duas décadas no mercado, nunca vi uma solução tão aderente à realidade da folha de pagamento. Os agentes de IA reduzem o trabalho manual, o retrabalho e a exposição a erros, devolvendo ao time capacidade para se concentrar no que realmente exige julgamento e decisão humana", diz Larissa Mota, fundadora e CEO da Exímia, que também atuou como consultora do projeto.

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Contratação mais rápida, atendimento mais leve

Em recrutamento e seleção, os agentes cobrem etapas como publicação de vagas, busca ativa de candidatos, agendamento, entrevistas e avaliação de competências, o que pode tornar os processos até 70% mais rápidos. Já na experiência do colaborador, agentes atendem solicitações por Microsoft Teams, WhatsApp e webchat, em texto ou áudio, resolvendo demandas diretamente ou encaminhando ao RH humano apenas o que exige intervenção. A promessa é reduzir em até 80% o volume de chamados direcionados à área.

Todos os agentes são orquestrados pela LiGiaPro, camada de inteligência da companhia responsável por conectar contexto, dados e capacidades de IA, além de garantir segurança e controle de acesso sobre as interações.

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Humano decide, agente executa

Para Felipe Azevedo, CEO da LG lugar de gente, a mudança não retira espaço do profissional de RH, desloca sua função. "O mercado passou anos entregando ferramentas para o RH operar mais rápido. Agora estamos entrando em uma nova fase, na qual a tecnologia também passa a executar parte do trabalho. Nossa visão é construir um ecossistema de agentes especializados, capazes de assumir a burocracia e devolver às pessoas mais tempo para decidir, julgar e liderar", afirma.

Azevedo credita parte da vantagem competitiva da empresa ao acúmulo de quatro décadas de experiência com legislação, folha e processos de RH no Brasil, conhecimento que, segundo ele, vira contexto para tornar os agentes mais aderentes à realidade das empresas do país.

Com a automação de conferências, acompanhamentos e tarefas repetitivas de recrutamento, a expectativa da companhia é liberar tempo dos times de RH para atividades como retenção de talentos, desenvolvimento de lideranças e planejamento de força de trabalho.

À medida que os agentes assumem parte da execução, o trabalho de RH parece caminhar para um formato híbrido, onde gerir equipes significa também gerir o que roda em segundo plano, entre pessoas e máquinas.

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