Cresce demanda por executivos na mineração

Situação se repete nas áreas de infraestrutura e consumo - mas faltam pessoas qualificadas
Funcionários da Vale: retomada da economia aumentou procura por executivos em empresas ligadas à mineração (./Divulgação)
Funcionários da Vale: retomada da economia aumentou procura por executivos em empresas ligadas à mineração (./Divulgação)
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Talita AbrantesPublicado em 21/05/2010 às 12:50.

São Paulo - Recuperação da economia alavanca procura por executivos em setores ligados à infraestrutura e consumo. Mineração e setor automotivo lideram a lista das áreas onde as contratações para cargos de chefia mais cresceram no primeiro trimestre de 2010 com relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com pesquisa feita pela consultoria DBM, as empresas ligadas à  mineração aumentaram em 143% o número de postos de trabalho para gerentes, diretores, presidentes e membros de conselho administrativo. No setor automotivo, o crescimento foi de 87% com relação ao ano passado.

A ampliação de vagas para executivos na construção civil foi de 60%. Já os setores petroquímico, eletroeletrônico e de transportes buscaram, respectivamente, 46%, 22% e 12% mais profissionais para carreiras de chefia no período de janeiro e março de 2009.

As instituições ligadas ao mercado financeiro, no entanto, não seguiram esse ritmo de crescimento. Segundo resultados da pesquisa, as vagas para executivos em bancos e outros centros financeiros diminuíram em 14% com relação aos três primeiros meses de 2010.  "Os grandes bancos ainda não conseguiram aproveitar o potencial de sinergia das fusões", afirma Cláudio Garcia, presidente da DBM.

Nesse setor, segundo ele, as posições de emprego para executivos que surgiram no primeiro trimestre foram geradas em resposta à ampliação das pequenas e médias instituições financeiras.

O especialista afirma que o aumento da procura por executivos é uma tendência para os próximos meses. Ele pondera, contudo, que faltam pessoas qualificadas para assumir esses cargos. "Falamos muito das profissões do futuro, mas o Brasil ainda precisa de trabalhadores para carreiras básicas", diz.

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou nesta terça-feira (18), que apenas 1 milhão de brasileiros irão participar de algum curso de formação este ano. A demanda do mercado, segundo cálculos do ministério, é por mais 5 milhões de trabalhadores qualificados.