Carreira

Conheça esta brilhante estratégia para resolver problemas, segundo estudo

De acordo com um novo estudo, os humanos têm uma tendência generalizada de adicionar coisas na busca por soluções - mesmo quando a remoção de recursos é mais eficiente

Estudo: a indicação é que uma proposta para se livrar de algo pode parecer menos criativa do que surgir com algo novo a acrescentar (yuoak/Getty Images)

Estudo: a indicação é que uma proposta para se livrar de algo pode parecer menos criativa do que surgir com algo novo a acrescentar (yuoak/Getty Images)

André Martins
André Martins

25 de maio de 2021, 10h15

Como você age para resolver um problema? Quando as pessoas têm uma grande apresentação no trabalho ou precisam mudar sua estratégia de contratação, normalmente buscam soluções próprias e sugestões de colegas.

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De uma mudança na gestão de recrutamento a um slide adicional para um novo recurso de produto, todos terão algo a acrescentar. Mas você sabe o que ninguém irá sugerir? Retirar algo para resolver o problema.

De acordo com um novo estudo da Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos, publicado na revista científica Nature, os humanos têm uma tendência generalizada de adicionar coisas na busca por soluções - mesmo quando a remoção de recursos é mais eficiente para resolver o problema.

Os pesquisadores realizaram uma série de experimentos, como, por exemplo, testes onde os participantes teriam que estabilizar estruturas de Lego até torna-las formas abstratas simétricas.

O resultado mostrou que os participantes pensam mais em "o que podemos adicionar aqui?", sem sequer consideraram soluções subtrativas, que muitas vezes seriam a melhor opção para resolver o problema.

A indicação é que uma proposta para se livrar de algo pode parecer menos criativa do que surgir com algo novo a acrescentar.

“As soluções aditivas têm uma espécie de status privilegiado - elas tendem a vir à mente com rapidez e facilidade”, resume o coautor do estudo, Benjamin Converse. "Soluções subtrativas não são necessariamente mais difíceis de considerar, mas exigem mais esforço para serem encontradas."

Na prática, o estudo sugere que algumas vezes menos é mais. Pessoas e empresas podem perder soluções mais simples, baratas e inovadoras, e criar inchaço e burocracia desnecessários em seus produtos e sistemas ao adicionar coisas.

Grandes líderes empresárias sabem da tendência das pessoas de adicionar complexidade aos problemas, por isso tentam estimular seus funcionários a ver abordagens inovadoras que considerarem soluções subtrativas. Steve Jobs, por exemplo, era um minimalista na resolução de problemas.

A pesquisa sugere também que colocar as pessoas sob menos pressão e dar mais tempo, pode ajuda-las a se concentrar e corrigir o viés da adição para resolver problemas. Discutir sobre o assunto também é a melhor forma de criar uma cultura que valorize a simplicidade.