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Como este CEO cobra até US$ 750 mil para planejar o futuro acadêmico de uma criança

Para a elite global, universidades de prestígio são ativos estratégicos com retorno ao longo de gerações

 (Reprodução/LinkedIn)

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Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 21 de janeiro de 2026 às 10h55.

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Enquanto parte do debate público questiona o valor de um diploma universitário na era da inteligência artificial, famílias ultrarricas seguem fazendo apostas altas, e calculadas.

Algumas chegam a pagar até US$ 750 mil para que consultores especializados preparem seus filhos, desde a 5ª série, para ingressar em universidades da Ivy League. Para esse grupo, educação não é custo: é investimento patrimonial de longo prazo. As informações são da Fortune.

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Educação como ativo que atravessa séculos

Universidades como Harvard, Yale e Columbia não carregam apenas prestígio acadêmico. Sua arquitetura neogótica, seus rituais e sua longevidade reforçam a ideia de permanência.

São instituições que sobreviveram a guerras, crises políticas e transformações econômicas profundas, um histórico que sustenta sua percepção como ativos resilientes.

É essa estabilidade que, segundo especialistas em admissões, mantém o valor dessas instituições mesmo diante de alertas de bancos como o Goldman Sachs sobre a possível redução do “prêmio de segurança” do diploma universitário na era da IA.

Um negócio milionário baseado em previsibilidade

Adam Nguyen, CEO e fundador da Ivy Link, construiu um negócio voltado exatamente para esse público. Ex-integrante dos departamentos de admissão de Harvard e Columbia e formado em Direito por Harvard, ele orienta famílias a estruturarem o percurso acadêmico dos filhos anos antes do vestibular.

Os valores cobrados variam de US$ 100 mil a US$ 750 mil por aluno, cifras que, segundo Nguyen, não representam sequer um “erro de arredondamento” para seus clientes.

O serviço inclui decisões sobre atividades extracurriculares, escolha de escolas de ensino médio e posicionamento estratégico do candidato ao longo dos anos.

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Quem são as famílias que fazem essa aposta

Nguyen descreve seus clientes como parte da “elite global”. Entre eles estão investidores de venture capital, gestores de grandes fortunas, roteiristas de Hollywood e até um DJ de alcance mundial.

Para esse grupo, a universidade não é uma escolha de curto prazo, mas uma ferramenta de preservação e ampliação de capital social, profissional e financeiro. O diploma funciona como uma credencial vitalícia, capaz de abrir portas ao longo de toda a carreira.

A volta do diploma como filtro no mercado

Apesar do discurso recente de que “onde você estuda importa menos”, Nguyen afirma que o movimento está se revertendo. Com processos seletivos inundados por currículos e candidaturas geradas por IA, empresas voltaram a usar o nome da instituição como critério inicial de triagem.

Dados recentes confirmam essa percepção. Em 2025, uma pesquisa com mais de 150 empresas mostrou que mais de um quarto delas recrutava a partir de um grupo restrito de universidades, um aumento relevante em relação a 2022. Hoje, cerca de 30 faculdades concentram a maior parte do recrutamento corporativo nos Estados Unidos.

IA não elimina o valor da educação — redefine seu papel

Os alunos atendidos pela Ivy Link costumam seguir carreiras em direito, tecnologia e finanças, incluindo bancos de investimento e fundos de venture capital, setores diretamente impactados pela automação.

Ainda assim, Nguyen argumenta que a ascensão da IA torna o diploma de elite ainda mais relevante. À medida que tarefas básicas são automatizadas, cresce a demanda por profissionais que dominem fundamentos sólidos, pensamento analítico e capacidade de decisão, habilidades tradicionalmente associadas à formação acadêmica rigorosa.

“Para alcançar cargos intermediários e avançados, é preciso dominar exatamente os fundamentos que a IA está eliminando”, afirmou Nguyen. “A educação tradicional continua sendo central.”

Esse treinamento ensina como gerenciar o orçamento de empresas

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