Estudante Maria Luiza Monteiro, de 18 anos. Aluna da 12th grade (equivalente ao 3° ano do Ensino Médio) no Rio International School (RIS)
Redatora
Publicado em 10 de julho de 2026 às 13h00.
A transição da educação básica para o ensino superior é um dos momentos mais marcantes na trajetória de qualquer estudante. Contudo, quando o objetivo cruza fronteiras e mira cadeiras nas instituições mais competitivas do planeta, o desafio deixa de ser uma corrida de curto prazo — como o vestibular tradicional brasileiro — e passa a exigir um planejamento estratégico e de longo prazo. Na Rio International School (RIS), localizada na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, esse processo ganhou um novo e expressivo capítulo com a divulgação das aceitações universitárias da turma 12th A/B Class of 2026.
O grande destaque do ano é a estudante Maria Luiza Monteiro, de 18 anos. Aluna da 12th grade (equivalente ao 3° ano do Ensino Médio), ela consolidou uma trajetória brilhante ao ser aprovada em dez universidades dos Estados Unidos.
Sua lista de aprovações inclui instituições de prestígio global, como a Hult International Business School (Cambridge, Massachusetts), La Salle University (Filadélfia), Savannah College of Art and Design (SCAD, Atlanta), Elon University (Carolina do Norte), Lynn University (Boca Raton, Flórida), Jacksonville University (Jacksonville, Flórida), Florida Southern College (Lakeland, Flórida), California Baptist University (Riverside, Califórnia) e a California State University, Long Beach (CSULB) — uma das principais universidades públicas da Califórnia.
Longe de ser uma exceção, o caso de Maria Luiza reflete o resultado prático de uma metodologia pedagógica institucionalizada. Outros jovens da mesma instituição também acumulam resultados expressivos em processos seletivos no exterior (Estados Unidos, Canadá e Europa), chancelando uma tendência crescent de internacionalização educacional entre estudantes brasileiros.
Nos sistemas de seleção norte-americanos, o modelo avaliativo baseia-se nas chamadas holistic admissions (admissões holísticas). Diferentemente do formato brasileiro, focado quase exclusivamente no desempenho de uma única prova de grande porte, as universidades internacionais buscam enxergar o indivíduo de forma ampla.
"As universidades internacionais buscam estudantes que vão além do desempenho acadêmico", explica Camila Loureiro, diretora da Rio International School.
Estudante Maria Luiza Monteiro, de 18 anos. Aluna da 12th grade (equivalente ao 3° ano do Ensino Médio) no Rio International School (RIS)
Dentro desse critério amplo, são minuciosamente avaliados fatores como:
Para dar sustentação a esse formato, a preparação na RIS começa, de forma prática, logo no 9º ano do High School (Freshman Year). Ao longo do 9º, 10º e 11º anos, os alunos constroem progressivamente um perfil competitivo, pesquisam perfis institucionais, realizam testes padronizados e aprofundam a escrita. No 12º ano, com a base consolidada, o foco volta-se exclusivamente para os trâmites finais de envio, entrevistas e refinamento de redações (essays).
A jornada de Maria Luiza Monteiro serve como um estudo de caso inspirador sobre superação e nivelamento linguístico. Ao ingressar na instituição em 2020, a jovem contava apenas com o chamado "inglês de cursinho", insuficiente para responder às exigências de um currículo integralmente internacional.
Para sanar esse gap sem comprometer ou atrasar o andamento das demais disciplinas correlatas, a escola acionou sua estrutura de English Language Support (ELS) e as aulas de ELD (English Language Development). Trata-se de um suporte focado especificamente em transitar o domínio cotidiano do idioma para a linguagem técnica, científica e acadêmica exigida no exterior.
“No começo, foi um grande desafio acompanhar todas as aulas em inglês, mas a escola oferece um suporte muito importante por meio das aulas de ELD. Era um ambiente onde errar fazia parte do aprendizado, e isso me deu muita confiança para evoluir. Com o apoio dos professores e dos colegas, consegui não apenas acompanhar as aulas, mas hoje vi a maior comprovação onde fiz entrevistas e processos seletivos das universidades inteiramente em inglês”, relembra Maria Luiza.
Concorrer a uma vaga internacional exige o domínio de dados complexos. Ao longo de dois anos de preparação intensiva, Maria Luiza contou com o apoio de ferramentas de dados especializados, como as plataformas Niche e US News, além do suporte direto da coordenação do Secondary da escola, liderada pela Mrs. Amy Loureiro.
A rotina exigiu o monitoramento de variáveis rígidas como o cálculo do GPA (média ponderada de desempenho acadêmico), os critérios do SAT (exame de admissão americano), as políticas de instituições test-optional, as taxas de aceitação de cada faculdade, cartas de recomendação personalizadas e o mapeamento de bolsas de estudo.
A escola atua também como bússola para os pais, orientando as famílias no gerenciamento de cronogramas, organização de documentos oficiais e no planejamento financeiro indispensável para uma graduação fora do país. Essa rede de apoio mútuo amortece a carga de estresse e ansiedade comum ao período de submissões.
Entre as dez cartas de aceitação recebidas, a escolha final da estudante já está definida: a California State University, Long Beach (CSULB), para onde ela embarca em agosto deste ano.
A instituição pública californiana destaca-se pelo rigor em seu processo de admissão — selecionando apenas cerca de 40% dos candidatos que aplicam — e por sua forte reputação no segmento de negócios. Na instituição, Maria Luiza cursará Business com Major em Marketing.
A escolha da carreira e o desejo de estudar fora ganharam contornos claros graças ao contato com o jornalismo de negócios e à representatividade feminina no mercado global.
“Eu vou estudar Business com Major em Marketing. Por incrível que pareça, a EXAME contribuiu bastante para a concretização desse sonho, porque há quase dois anos li uma matéria sobre uma brasileira que assumiu uma posição super estratégica na empresa em que tenho como meta trabalhar: a Cinthia Douglas. Tive a oportunidade de cruzar com a Cinthia na feira da D23 que aconteceu em São Paulo e disse o quanto sua história me encorajava a continuar com meu sonho. Então, seja nos Estados Unidos ou no Brasil, a Disney é a minha meta profissional”, revela a estudante, entusiasmada.
Para os alunos que estão iniciando o Ensino Médio e compartilham do mesmo sonho de conquistar uma vaga no exterior, Maria Luiza deixa um conselho prático sobre coletividade e aproveitamento de perfil:
“Inclua sua família nessa estruturação, assim como demonstre aos seus professores esse desejo. Eles conseguem nos dar ritmo e apresentar ferramentas com as quais têm mais familiaridade. Busque ler matérias, ver entrevistas e entender que é possível. Seja pelo esporte, por trabalhos de liderança, voluntariado ou destaque acadêmico... tem sempre um lugar internacional que se encaixa perfeitamente com você e com o seu perfil.”