Douglas Pina, vice-presidente de RH da Edenred Brasil
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Publicado em 8 de dezembro de 2025 às 14h22.
Última atualização em 8 de dezembro de 2025 às 14h38.
A Edenred faz parte da rotina de milhões de trabalhadores. A empresa está presente em 44 países, atende mais de 1 milhão de clientes corporativos e mantém uma rede de 2 milhões de estabelecimentos credenciados no mundo.
No Brasil, ficou conhecida pela Ticket, mas hoje opera um ecossistema de serviços que avança em mobilidade, pagamentos e soluções digitais. É uma operação que cresce a dois dígitos e que lança produtos com regularidade.
O ritmo acelerado exige lideranças preparadas. Por isso, a Edenred criou, em parceria com a EXAME | Saint Paul InCompany, o LEA, um programa de capacitação de líderes pensado para acompanhar a velocidade das mudanças e desenvolver habilidades práticas para atuar em ciclos curtos, ambientes instáveis e decisões rápidas.
Equipe da Edenred reunida em sessão do programa de liderança criado com a EXAME | Saint Paul (Edenred/Reprodução)
Douglas Pina, vice-presidente de RH da Edenred Brasil, percebeu o impacto dessas mudanças nas equipes e viu que treinamentos tradicionais não dariam conta. “Quando você faz algo com a sua cara, fica mais eficiente”, explica ele.
Ao mesmo tempo, as avaliações internas mostraram que os colaboradores queriam se desenvolver e buscavam preparo para esse novo cenário.
Foi, em outras palavras, a junção do útil ao agradável. Assim, desde 2022, podem participar do LEA colaboradores indicados pela liderança, reconhecidos como talentos e com papel de liderança atual ou potencial dentro da Edenred.
“É preciso preparar as pessoas para esse novo momento e dar condições para que elas tenham calma no meio da mudança”, reforça Pina.
O LEA funciona como um percurso contínuo. A Edenred quis algo próprio, feito com a linguagem e a realidade da empresa, em vez de um modelo genérico.
Os encontros tratam de temas que afetam o dia a dia de qualquer liderança. Há módulos sobre tecnologia e dados, fundamentos de decisão, comunicação, organização do trabalho e uso prático da inteligência artificial.
Cesar Pinotti, líder de finanças na Punto, a maquininha da Edenred Brasil, diz que o programa funciona como um respiro necessário. “Sair da rotina permite ampliar a visão. Você volta para o trabalho com a cabeça aberta para novos conceitos”, conta. Entre os módulos, Pinotti destaca o de IA, que apresentou usos simples e aplicáveis. “Foi útil porque encaixa no dia a dia real.”
Cesar Pinotti, líder de finanças na Punto, vê aprendizados práticos do LEA (Edenred/Reprodução)
Para Saara Couto, coordenadora administrativa na Edenred, o formato funciona porque garante participação coletiva. “É impossível passar pelo LEA sem estar presente. Cada módulo mexe com um aspecto diferente da nossa rotina”, diz.
Os efeitos são concretos e vão além da experiência individual. Pina observa que as pessoas permanecem mais tempo na empresa. “As pessoas decidem ficar. Elas ficam porque estão alinhadas com o propósito e porque gostam do ambiente”, afirma. Para a companhia, isso reduz rupturas e atritos em áreas estratégicas e melhora a capacidade de inovar e acelerar entregas.
César, por exemplo, viu mudanças na própria equipe. Ele assumiu um grupo que passava por renovação e precisou integrar profissionais muito diferentes. “Hoje o clima está melhor do que quando cheguei. As pessoas se sentem à vontade para falar de erros e desafios”, diz.
Saara viveu situação semelhante. Ela lidera um time jovem e precisou organizar metas claras e processos mais eficientes. “Construímos objetivos tangíveis. Eles sabem exatamente o que precisam entregar e por quê”, conta. “Eles se comprometem porque a meta é deles e porque a estrutura da empresa apoia.”
Saara Couto, coordenadora administrativa, comenta como o LEA aproxima e engaja as equipes (Edenred/Reprodução)
A área de RH está passando por recentralização. Com isso, o LEA deve ser ampliado para todas as áreas da empresa. O objetivo é fortalecer a cultura de liderança e aumentar a troca entre equipes que raramente trabalham juntas.
Ao olhar para o futuro, Pina vê um cenário em que inteligência artificial e robótica avançam rápido, mas não substituem tudo. “A IA já é mais inteligente que a gente em vários aspectos. O diferencial do ser humano será emoção, colaboração e senso crítico”, diz.