Redação Exame
Publicado em 10 de dezembro de 2025 às 15h39.
Última atualização em 10 de dezembro de 2025 às 15h43.
Em um movimento que redefine os caminhos possíveis de valorização no setor de mídia e entretenimento, a franquia CoComelon, nascida como um canal de vídeos animados para crianças no YouTube, alcançou um valor de mercado de US$ 3 bilhões e se tornou um dos ativos mais estratégicos do mercado global de conteúdo infantil.
A transformação foi liderada por René Rechtman, CEO da Moonbug Entertainment, empresa que adquiriu e escalou o projeto a partir de 2018.
Mais do que um fenômeno entre crianças de até sete anos, CoComelon representa hoje um estudo de caso sobre como decisões acertadas de aquisição de ativos, monetização multicanal e gestão de propriedade intelectual podem gerar valor exponencial, mesmo em mercados tradicionalmente subestimados, como o de vídeos infantis no YouTube. As informações foram retiradas da Fortune.
Criado em 2006 por um casal nos Estados Unidos, o canal ABCkidTV teve crescimento exponencial com a criação do personagem JJ e sua família, culminando em 2 bilhões de visualizações mensais já em 2018. O canal foi rebatizado como CoComelon e logo atraiu a atenção de executivos atentos às novas dinâmicas do consumo de mídia.
A Moonbug, então recém-fundada por Rechtman, ex-executivo da Disney, percebeu o potencial financeiro e estratégico do canal. Com capital levantado junto a grupos como Goldman Sachs e Raine Group, foram US$ 120 milhões em aportes, a empresa adquiriu CoComelon e outros canais de conteúdo infantil.
Com foco em profissionalizar operações e expandir formatos de receita, a Moonbug transformou o ativo digital em uma franquia global com presença em mais de 100 plataformas de streaming e centenas de milhões em receitas anuais.
Em 2021, apenas três anos após a aquisição, a Moonbug foi vendida para a Candle Media, grupo apoiado pela gestora Blackstone, por US$ 3 bilhões. A operação envolveu também outras franquias como Blippi e foi considerada, à época, uma das mais bem-sucedidas consolidações do setor de mídia infantil digital.
O ex-Disney Kevin Mayer, agora co-CEO da Candle Media, comparou o movimento à aquisição de grandes marcas pela Disney: “Somos compradores naturais dessas propriedades porque conseguimos monetizá-las melhor.” A Moonbug, que já reportava lucros estimados em US$ 100 milhões por ano, tornou-se o principal ativo da Candle Media, reposicionando-se como um centro de geração de valor em conteúdo voltado à primeira infância.
Parte do sucesso financeiro da franquia também veio da diversificação dos canais de distribuição. CoComelon se destacou no YouTube com mais de 400 milhões de inscritos e 4 bilhões de visualizações mensais, mas ganhou ainda mais visibilidade com a entrada no catálogo da Netflix, onde superou todos os conteúdos infantis em tempo de visualização durante 2024.
Em 2025, no entanto, a audiência começou a cair, queda de 60% nas compilações do CoComelon na Netflix. A Moonbug então negociou um novo acordo com a Disney+, levando os vídeos para a plataforma da antiga casa de Mickey Mouse, agora parceira comercial. Com isso, a franquia passa a integrar o portfólio Disney, onde a marca carrega ainda mais valor institucional.
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