(iStock/Reprodução)
Redação Exame
Publicado em 18 de setembro de 2026 às 11h17.
O salário de um diretor financeiro no Brasil varia de R$ 33.750 a R$ 86.950 por mês, segundo o Guia Salarial 2026 da Robert Half, com o teto reservado a executivos de empresas de grande porte ou multinacionais.
Em São Paulo, o intervalo para posições de mercado financeiro chega a R$ 88.850, o mais alto entre as capitais mapeadas pela consultoria.
O levantamento também mostra que 38% das empresas brasileiras planejam ampliar suas equipes de finanças e contabilidade. A Reforma Tributária é apontada como um dos motores dessa procura, ao exigir especialistas capazes de ajustar processos fiscais e garantir conformidade em meio à transição do novo sistema.
Não basta mais experiência acumulada. 48% dos gestores de contratação em finanças e contabilidade afirmam estar dispostos a pagar salários mais altos a candidatos com certificações ou conhecimento especializado, segundo a mesma pesquisa.
Domínio de análise de dados, uso de inteligência artificial e inglês fluente já aparecem como exigências recorrentes em processos seletivos para posições de liderança financeira.
O cenário reforça uma tendência observada há alguns anos no mercado executivo: a trajetória até o topo da área financeira deixou de depender só do tempo de casa e passou a exigir formação que uma faculdade de administração ou economia não cobre sozinha, sobretudo em temas como valuation, gestão de risco e finanças corporativas aplicadas.
É esse gap que programas de MBA Executivo em Finanças tentam preencher. O da Saint Paul Escola de Negócios, por exemplo, é voltado a profissionais que já ocupam posições de liderança (heads, diretores, sócios ou executivos seniores) e mira quem busca consolidar sua atuação na alta gestão ou avançar para cargos como CEO e CFO.
A grade cobre análise de demonstrativos financeiros, mercado de capitais, valuation, derivativos, gestão de riscos e finanças corporativas, conectando fundamentos clássicos às mudanças trazidas pela nova economia. A Saint Paul está, há mais de uma década, entre as escolas mais valorizadas por grandes empresas na contratação de profissionais, segundo dados da própria instituição.
LEIA MAIS: MBA Executivo em Finanças da Saint Paul
Entre a régua salarial que a Robert Half desenha e a especialização que o mercado passou a cobrar, o caminho até a cadeira de CFO ficou mais claro, ainda que não mais fácil.