Com o aprendizado cada vez mais acelerado, profissionais precisam antecipar decisões de carreira para garantir o crescimento contínuo
Estagiária
Publicado em 24 de abril de 2026 às 10h00.
Se durante décadas o sucesso profissional foi simbolizado por uma subida linear e previsível, o cenário em 2026 consolidou uma realidade muito mais dinâmica e desafiadora.
A pesquisa Global Human Capital Trends 2026, realizada pela Deloitte, mostra que no mercado de trabalho atual a ascensão de carreira é realizada por uma sequência de saltos estratégicos e não mais uma escalada de degraus.
Antes um profissional levava anos para dominar uma função, atingir o pico de produtividade e então buscar uma promoção. Mas agora com a inteligência artificial e a automação o tempo para este processo foi reduzido. O relatório aponta que a "curva S" do aprendizado está mais curta, por isso a decisão profissional agora exige um salto antecipado.
Durante muito tempo o profissional “T” foi o perfil desejado pelo mercado de trabalho, pois representa alguém que tem conhecimento profundo, com uma linha especialização.
No entanto, com as mudanças tecnológicas, as grandes organizações têm valorizado o chamado profissional “M”. Um perfil profissional desenvolve expertise profunda em pelo menos duas áreas distintas. Por exemplo, um gestor de RH que também é especialista em análise de dados.
Essa mudança de cenário se deu porque, à medida que o trabalho se torna mais complexo, as empresas não buscam apenas quem executa, mas quem orquestra. Tendo em vista que as empresas funcionam por projetos que mudam constantemente, o perfil "M" oferece a versatilidade necessária, uma vez que têm habilidades para atuar em diferentes áreas conforme a demanda do negócio exige agilidade.
Saiba como ser profissional M e crescer com propósito. Acesse a masterclass gratuita com Roberto Sallouti e desenvolva esse repertório na práticaEssa transição para o perfil "M" exige uma mudança na forma em que o conhecimento é construído. O modelo tradicional de treinamentos pontuais e cursos longos deu lugar ao aprendizado no fluxo de trabalho. Em 2026, o aprendizado acontece organicamente enquanto se resolvem problemas reais.
Nesse cenário, a mobilidade interna torna-se a principal sala de aula. Ao participar de projetos fora de sua zona de conforto, o profissional desenvolve novas competências por meio da colaboração direta com especialistas de outras áreas.
Uma trajetória bem-sucedida é medida pela capacidade de sair de cada ciclo com habilidades mais fortes, mas também com saúde física e mental preservadas.
Esse movimento já começa a ganhar espaço em iniciativas práticas. Um exemplo é a masterclass gratuita conduzida por Roberto Sallouti, em parceria com o Na Prática, que propõe uma reflexão sobre como alinhar ambição profissional a uma trajetória mais sustentável no longo prazo.