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BASF, LinkedIn, Natura e Visa treinam e querem vagas para pessoas trans

Programa “Somos Mais fortes em conjunto” (SOMA) terá uma grade disciplinar com dez semanas de treinamento e desenvolvimento para colocar pessoas trans nom

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Pesquisa mostra quem são os influenciadores transgênero (Vladimir Vladimirov/Getty Images)

Pesquisa mostra quem são os influenciadores transgênero (Vladimir Vladimirov/Getty Images)

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Marina Filippe

Publicado em 30 de junho de 2021 às, 13h20.

As empresas BASF, LinkedIn, Natura e Visa se unem por uma boa causa. Juntas elas pretendem promover a inclusão social de pessoas trans e travestis por meio do trabalho, cultura, saúde e bem-estar.

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A iniciativa é chamada de “Somos Mais fortes em conjunto” (SOMA), e terá uma grade disciplinar com dez semanas de treinamento e desenvolvimento. Inicialmente, os apoios beneficiarão mulheres trans e travestis que vivem no Centro de Acolhida Especial Casa Florescer, em São Paulo.

“Queremos apoiar essas pessoas a se desenvolverem com autoconhecimento, recebendo ferramentas práticas, despertando um senso de autonomia e pertencimento. E ainda há a possibilidade de envolver nosso ecossistema de parceiros, ampliando o potencial do programa”, afirma Carlos Henrique Almeida, coordenador no Centro de Experiências Científicas e Digitais da BASF.

A população trans é o grupo mais afetado pelo preconceito e pela violência relacionadas à identidade de gênero e orientação sexual: a expectativa de vida é de 35 anos no Brasil, país que mais mata transexuais no mundo há 12 anos consecutivos, segundo o Trans Murder Monitoring. Além disso, 90% dessas mulheres vivem marginalizadas e recorrem ao trabalho informal, incluindo a prostituição, para sobreviver.

As iniciativas do SOMA vão oferecer conteúdos e dinâmicas, em sua maioria virtuais, compartilhados de forma online para facilitar a transmissão do conhecimento e para respeitar o tempo de aprendizado de cada participante.

As participantes também receberão apoio para a busca de oportunidades no mercado de trabalho, inclusive com mentorias individuais junto aos grupos de afinidades das companhias. A expectativa é que, ao final da jornada de desenvolvimento, elas tenham todas as ferramentas para planejar suas carreiras.

Para estruturar essas iniciativas, foram mais de 11 meses de preparação, pesquisa e muita conversa com as moradoras da Casa Florescer, que ajudaram a criar o conteúdo, indicando temas e curiosidades que lhes despertavam interesse.

A Startup Wakanda Educação foi convidada a formatar a pedagogia inclusiva, traduzindo os conteúdos para uma linguagem mais conhecida pelas participantes.

Aprendizado

A jornada de aprendizado foi construída baseada em quatro pilares de conhecimento: Amabilidade (cultura, saúde e autocuidado); Autogestão (introdução à informática, educação financeira, matemática e escrita criativa), Socialização (comunicação eficaz, moda, técnica de vendas, primeiro currículo e primeira entrevista) e Resiliência Emocional (roda da vida, mindfulness, psicologia da felicidade e empoderamento).

A BASF contribuiu também com a ferramenta ChatClass, um aplicativo que vai dar suporte para as participantes e viabilizar que o conteúdo seja aprendido de acordo com o tempo de cada uma, respeitando sua individualidade.

Para Gabriel Joseph, líder do comitê de diversidade do LinkedIn, este programa nasceu da vontade deste grupo de apoiar mulheres trans e travestis nos desafios do dia a dia. "O LinkedIn entra com o pilar de trabalho contribuindo com conteúdo de entendimento do mercado corporativo e empreendedor para ajudá-las a ingressarem no mercado que, infelizmente, ainda não reflete a diversidade”.

Já para Milena Buosi, gerente de diversidade e inclusão de Natura &Co América Latina, a empresa pode ajudar a resgatar a cidadania e a autoestima de uma população. “Nossa Política de Valorização da Diversidade estabelece ações de sensibilização e de educação para engajar os colaboradores a viver uma cultura de inclusão no dia a dia. São os espaços de diálogo com colaboradoras trans que orientam o desenho dessas jornadas”.

Por fim, a Visa quer ajudar com o planejamento financeiro delas. "Temos muito orgulho de ter colaborado para construir essas iniciativas do zero  e estamos ansiosos com as transformações que podemos promover na vida dessas mulheres", diz Gustavo Turquia, diretor da Visa do Brasil.

A artista gráfica Camila Gondo, ficou responsável pela identidade visual do programa, participando de escutas e trazendo a proposta da transformação da natureza em harmonia com as cores da bandeira trans (azul, branco e rosa).

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