Aparência importa na carreira? Cirurgião plástico responde

Cirurgião plástico Thomas Benson aponta que queixas de trabalho alavancam procedimentos estéticos
 (Exame/EXAME)
(Exame/EXAME)
Por Carlo CautiPublicado em 22/04/2022 17:39 | Última atualização em 22/04/2022 18:50Tempo de Leitura: 4 min de leitura

As aparências podem até enganar. Mas com certeza ajudam na carreira.

Parece ruim falar, mas em nível corporativo a estética é muito mais importante do que se pensa.

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Nosso aspecto, assim como nossas roupas, é uma ferramenta que usamos para entrar em um relacionamento com os outros.

Os outros, olhando, formarão uma primeira ideia sobre nós. Que, claro, pode ser confirmada por nosso caráter, ou não.

Pesquisas apontam para a importância da estética na carreira profissional

Recentes pesquisas apontam que a boa aparência pode exercer influência significativa no sucesso na carreira.

E indicam que fisionomia esteticamente bela pode trazer ganhos profissionais.

Em algumas profissões, como a de modelo e a de ator, isso é evidente.

Mas a aparência física também tem sua importância em atividades nas quais a beleza, em tese, não é um diferencial.

No livro Beauty Pays: Why attractive people are more successful (“A beleza paga: Por que pessoas atraentes são mais bem-sucedidas”, numa tradução livre), o economista Daniel Hamermesh mostra que homens considerados não tão bonitos podem ter salários 17% menores do que os que se enquadram nos padrões de beleza. No caso das mulheres, a diferença é de 12%.

Além disso, a aparência também influi quando se está à procura de emprego.

De acordo com um estudo realizado por pesquisadores da Rice University, em Houston (EUA), recrutadores podem perder o foco com mais facilidade ao entrevistarem pessoas com marcas no rosto, as quais tendem a ter uma avaliação negativa.

Elemento diretamente associado à autoestima, a aparência é uma das principais preocupações das pessoas em todo o mundo.

Fim da pandemia alavancou preocupação com aparência

Atualmente, com a normalização após a pandemia do novo coronavírus (covid-19), e a volta à normalidade, a preocupação com a aparência foi alavancada.

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Com chefes, gestores e subordinados se falando por chamadas de vídeo, a busca pela boa imagem se tornou categórica.

O mesmo ocorre com as entrevistas de emprego, uma vez que boa parte tem sido feita por meio de videoconferências.

Contudo, engana-se quem pensa que o desejo de ter uma fisionomia esteticamente bela se resume à capacidade de atrair parceiros.

Busca por cirurgia plástica tem crescido

Não à toa, a procura por procedimentos estéticos, sobretudo no rosto, tem crescido anualmente.

“Não é incomum receber pacientes se queixando da própria imagem e dizendo que isso tem prejudicado o desempenho no trabalho, ou que se sentem desvalorizados pela questão da aparência”, conta o cirurgião plástico Thomas Benson.

O cirurgião plástico Thomas Benson

O cirurgião plástico Thomas Benson (Thomas Benson/Exame)

“Pessoas que se submetem a intervenções estéticas costumam ter um ganho exponencial de autoestima. Não me surpreende que isso interfira no mundo do trabalho”, declara Benson, único cirurgião plástico no Brasil condecorado com o título de especialista pelo Conselho Europeu de Cirurgia Plástica.

No entanto, o médico salienta que as pessoas devem ver os procedimentos estéticos como forma de valorizar a própria aparência, e não de adquirir traços ou contornos que admiram em outras pessoas.

Nesse sentido, o cirurgião plástico cita a rinoplastia, cirurgia que visa a remodelar o nariz.

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“A operação se propõe a harmonizar a estrutura nasal, providenciando um aspecto natural ao rosto”, destaca, “Isto é, não se ganha um nariz idêntico ao de outra pessoa, mas a cirurgia o torna mais condizente com os demais elementos da face”.

Ademais, o médico ressalta que cirurgias capazes de rejuvenescer o rosto, como o deep plane facelift, estão se tornando cada vez mais comuns. Inclusive, estimativas apontam que a indústria global antienvelhecimento deve atingir o valor recorde de cerca de US$ 260 bilhões (cerca de R$ 1,3 bilhão) em 2022.

“No mundo em que vivemos hoje, cuidar da aparência não pode ser encarado mais só como vaidade. A imagem exterior provoca sensações em nós mesmos e nos outros”, pontua Benson.