(Bank/NBCUniversal via/Getty Images)
Redação Exame
Publicado em 14 de janeiro de 2026 às 17h52.
Em uma de suas cartas mais emblemáticas, Warren Buffett, 95 anos, anunciou que não escreverá mais os tradicionais comentários nos relatórios anuais da Berkshire Hathaway, tampouco responderá às perguntas dos acionistas em suas lendárias assembleias.
A mensagem, no entanto, está longe de um adeus: é, antes, um convite à reflexão sobre o que realmente vale a pena ao longo de uma vida, e uma carreira.
Reconhecido como um dos maiores investidores do mundo, Buffett não usou seu espaço para falar sobre ações, mercados ou estratégias de retorno. Preferiu olhar para trás e deixar um recado claro: “Estou feliz em dizer que me sinto melhor em relação à segunda metade da minha vida do que à primeira.”
Para os jovens que iniciam suas trajetórias profissionais, muitas vezes pressionados por acertos rápidos e carreiras impecáveis, Buffett oferece o alívio da maturidade:
“Não se culpe por erros do passado, aprenda pelo menos um pouco com eles e siga em frente. Nunca é tarde demais para melhorar.”
Buffett recorda, na carta, o caso de Alfred Nobel, que ao ler por engano seu próprio obituário, viu-se descrito como o criador de armas destrutivas. Chocado, mudou sua vida e passou a ser lembrado pelo Prêmio Nobel, que hoje simboliza contribuição à humanidade.
A lição de Buffett é direta:
“Não conte com uma confusão na redação: decida o que você gostaria que dissesse seu obituário e viva a vida para merecê-lo.”
Para estudantes, estagiários ou recém-formados, esse conselho reforça a ideia de pensar a carreira não apenas como um meio de sucesso financeiro, mas como um projeto de impacto, alinhado a valores e objetivos maiores que o cargo ou o salário atual.
Na mesma carta, Buffett encoraja os leitores a se inspirarem em quem admiram:
“Você nunca será perfeito, mas sempre pode ser melhor.”
A ideia não é copiar trajetórias, mas absorver comportamentos, princípios e posturas daqueles que representam o que você aspira ser. Para quem acompanha a Masterclass com Jorge Paulo Lemann, por exemplo, fica clara a importância de escolher referências que combinam ética, ambição e contribuição real para o mundo.
Para Buffett, a verdadeira grandeza não se mede por conta bancária, exposição na mídia ou poder político. Ele escreve:
“Quando você ajuda alguém de milhares de maneiras diferentes, você ajuda o mundo. A bondade não tem custo, mas também não tem preço.”
Esse pensamento ecoa fortemente entre os jovens que buscam não apenas uma carreira brilhante, mas uma trajetória que seja útil, ética e significativa — algo que a Fundação Estudar reforça em todos os seus programas.
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