Redação Exame
Publicado em 9 de janeiro de 2026 às 10h42.
Em 2015, com apenas 450 dólares no bolso, Tate Stock deu início a um negócio que, dez anos depois, superaria a marca de US$ 250 milhões em vendas. A ideia surgiu ao acaso, durante uma visita à casa da tia, e se transformou na Chirp, uma empresa de bem-estar que hoje opera sem investidores externos e sob controle total de seus fundadores.
A trajetória de Tate Stock começou com uma observação despretensiosa: uma roda de ioga no canto da lavanderia da tia. Curioso, ele percebeu que o objeto, basicamente um cano de PVC revestido por tapete antiderrapante, era vendido online, mas com pouca concorrência.
Em poucos dias, investiu US$ 400 em tubos e US$ 50 em tapetes de ioga, produziu 110 unidades e colocou os produtos à venda na Amazon. O resultado foi imediato: milhares de dólares em vendas nas primeiras duas semanas. Estava fundada a Chirp. As informações foram retiradas de Business Insider.
Com apenas 23 anos, Tate e sua esposa Hannah, de 21, optaram por uma estratégia de reinvestimento completo nos primeiros anos da empresa. O casal viveu com um orçamento anual de US$ 22 mil, quase todo dedicado ao aluguel, enquanto todo o lucro do negócio era reinjetado para expandir operações e produção.
Esse tipo de gestão conservadora, pautada pelo reinvestimento em vez da retirada de lucros, se mostrou essencial para escalar a operação sem recorrer a financiamentos externos. O capital inicial usado para sustentar a fase embrionária do negócio veio de um verão trabalhando com vendas porta a porta, no qual Tate arrecadou US$ 100 mil.
Um dos marcos na consolidação da Chirp veio em 2018, quando Tate percebeu um novo comportamento dos consumidores. Embora o produto fosse originalmente vendido como acessório de ioga, muitos usuários, especialmente homens, estavam utilizando a roda para aliviar dores nas costas e relaxar a musculatura.
Durante uma feira do setor, a mudança de abordagem no discurso de vendas, focando o produto como uma ferramenta de alívio da dor, provocou um salto nas receitas. Em apenas seis meses, a Chirp faturou US$ 4 milhões, um número que selaria a nova identidade da marca: menos ioga, mais saúde funcional.
A exposição nacional veio em 2020 com a participação no programa Shark Tank. A empresária Lori Greiner ofereceu US$ 900 mil por 2,5% de participação. Embora o acordo tenha sido inicialmente aceito, ambas as partes decidiram não seguir adiante — a Chirp já havia conquistado muitos dos benefícios que a parceria traria, como a presença no canal QVC.
Na sequência, ofertas de fundos de private equity começaram a chegar. O casal recusou todas. A decisão de manter o controle completo da empresa foi estratégica: sem investidores, a Chirp preserva sua cultura organizacional, liberdade de decisões e capacidade de reinvestimento a longo prazo.
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