Para Reginaldo Kaeneêne, investir em aprendizado fortalece retenção e permanência de talentos (Divulgação_Reginaldo)
Redator
Publicado em 30 de janeiro de 2026 às 13h44.
Plano médico, odontológico, refeição, transporte. A lista de benefícios corporativos costuma começar pelo que resolve o dia a dia: chegar ao trabalho, almoçar, ir ao médico quando necessário. É o pacote que sustenta a rotina, mas existe outro tipo de benefício, menos imediato, que mexe com repertório, autonomia e futuro profissional: o ensino de outra língua.
Na KNN Idiomas, uma rede de ensino com 670 franquias em mais de 550 cidades de todo o país, essa ideia virou programa interno.
A primeira camada do benefício acontece dentro do expediente. “Durante o trabalho, são separadas algumas horas por semana para que os colaboradores estudem o idioma que querem”, afirma Reginaldo Kaeneêne, fundador e presidente da KNN. Segundo o executivo, mais de 500 colaboradores da rede já participaram do programa e o investimento total ultrapassa R$ 120 mil.
A segunda camada é um apoio para que funcionários vivam o idioma fora do Brasil, em viagem internacional com parte dos custos coberta pela empresa.
“A gente contrata muitas pessoas que falam o idioma, mas nunca vivenciaram a língua em outros países. E isso gera uma certa insegurança para o próprio professor.”
Os interessados devem ter, no mínimo, 14 meses de experiência. Estadia, alimentação e hospedagem são custeados pela KNN e as passagens pelo funcionário. Argentina, Alemanha e Nova York são os destinos mais buscados.
Mais de 500 colaboradores da KNN já participaram do programa interno de idiomas (Divulgação_Reginaldo Boeira)
Mas há regras para aplicação do benefício. Na franqueadora, 6 colaboradores viajam por mês. Nas escolas franqueadas, o desenho varia de unidade para unidade, com escalas que podem mudar conforme o tamanho da equipe.
Para o CEO, incentivar experiências como essas é tão importante quanto os auxílios financeiros. Mas, no caso de experiências voltadas para aprendizado e cultura, o benefício reflete em permanência e retenção de talentos.
“Não é pelo fato de outra empresa oferecer 10% ou 20% a mais de salário que o funcionário deixará a empresa. Ele não sairá”, garante.
Kaeneêne defende que o ensino de idiomas deveria deixar de ser tratado como um tema “da educação” e passar a integrar o pacote de benefícios oferecido por todas empresas. “Você oferecer plano médico, odontológico, refeição, transporte é básico”, defende.
Por isso, o plano é manter o programa crescendo junto com a empresa. “Eu adoraria ver mais empresas fazendo isso, indiferente de comprar conosco ou de comprar com concorrentes. Eu adoraria ver isso.”