Carreira

Administração e economia: o que recrutadores olham no currículo do recém-formado (e o que ignoram)

Com 80% das empresas com dificuldade para contratar, habilidades práticas ganham peso sobre o nome da faculdade

Saint Paul lança graduação inédita em Administração (Saint Paul/Divulgação)

Saint Paul lança graduação inédita em Administração (Saint Paul/Divulgação)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 8 de julho de 2026 às 15h15.

Última atualização em 13 de julho de 2026 às 10h57.

O mercado de trabalho brasileiro vive um paradoxo. Oito em cada dez empregadores do país (80%) dizem ter dificuldade para encontrar os profissionais de que precisam, segundo a Pesquisa Global de Escassez de Talentos 2026, do ManpowerGroup, que ouviu 39 mil empregadores em 41 países.

Ainda assim, recém-formados em administração e economia seguem sendo barrados nas triagens de grandes empresas. A explicação está no que os recrutadores passaram a olhar no currículo, e no que deixaram de olhar.

A mudança mais profunda dos últimos anos atende pelo nome de skills-based hiring, a contratação baseada em habilidades. Em vez de usar o diploma como parâmetro principal, as empresas avaliam diretamente se o candidato tem as habilidades necessárias para performar bem na função.

Os números explicam a adesão. Pesquisas da McKinsey mostram que contratar com base nas habilidades prevê o desempenho no trabalho até cinco vezes melhor do que contratar apenas por educação formal, e duas vezes melhor do que por experiência. Um estudo do LinkedIn indica que, ao adotar o recrutamento por habilidades, o Brasil amplia em média 20 vezes o pool de talentos elegíveis para uma vaga, o maior aumento entre os países avaliados.

As competências que abrem portas

Para quem está saindo da graduação, o critério ficou mais transparente. Entre as habilidades comportamentais mais valorizadas pelos empregadores brasileiros estão profissionalismo e ética no trabalho, comunicação e trabalho em equipe, adaptabilidade e disposição para aprender, pensamento crítico e resolução de problemas, além de letramento digital.

No campo técnico, a régua subiu. As habilidades mais escassas no mercado brasileiro são, em ordem: desenvolvimento de modelos e aplicações de inteligência artificial, letramento em IA, tecnologia da informação e dados, atendimento ao cliente, e marketing e vendas. Para o recém-formado em administração ou economia, dominar IA aplicada ao negócio virou o diferencial mais raro, e mais valorizado, do currículo.

O que comprova essas competências também mudou. A contratação por habilidades considera portfólios, certificações técnicas, projetos autorais e experiências práticas, que traduzem de forma mais objetiva a capacidade de entrega. Um projeto de análise de dados documentado vale mais do que uma linha genérica de "conhecimentos em Excel".

O que sai do radar do recrutador

Se habilidades subiram, credenciais isoladas desceram. O nome da faculdade como filtro único perde força: a pergunta "onde você se formou?" está perdendo espaço para "o que você é capaz de aprender agora?". Cursos empilhados sem aplicação prática e descrições vagas de competências também rendem pouco na triagem.

O movimento tende a se aprofundar. Segundo o relatório Future of Jobs 2025, do Fórum Econômico Mundial, cerca de 39% das competências exigidas pelo mercado deverão mudar até 2030.

A graduação que já nasce com a nova régua

A distância entre o que a faculdade ensina e o que o recrutador procura virou tese de negócio na educação. "O que se forma hoje ainda são perfis muito teóricos, com pouca aplicação", diz José Cláudio Securato, fundador da Saint Paul. A escola de negócios, reconhecida pelo Financial Times por cinco anos entre as melhores do mundo em educação executiva, lançou sua primeira graduação em Administração desenhada a partir dessa lacuna. 

O desenho do curso espelha a lista dos recrutadores. São 300 horas de formação prática em IA integradas às disciplinas principais, currículo que reúne economia, estatística e estratégia, com trilhas de especialização em finanças ou empreendedorismo no último ano e corpo docente composto por professores que também são executivos. A agenda reduzida pela manhã nos dois últimos anos libera o aluno para estágios e projetos empreendedores, exatamente o tipo de experiência prática que passou a pesar na triagem.

Para quem escolhe administração ou economia agora, a lição é menos assustadora do que parece: o currículo deixou de ser um histórico do passado para virar uma prova do que se sabe fazer. E a formação que gera essa prova desde o primeiro ano sai na frente.

Quer começar a carreira já dentro da nova régua do mercado? Conheça a graduação da Saint Paul.

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