(Metamworks/Getty Images)
Redatora
Publicado em 30 de janeiro de 2026 às 10h51.
Com a ascensão meteórica da inteligência artificial no ambiente de trabalho, saber usar ferramentas como o ChatGPT vai além de uma curiosidade tecnológica — trata-se de uma habilidade profissional essencial. Para muitos, no entanto, os resultados ainda ficam aquém do esperado.
A diferença entre um comando que funciona e um que decepciona, segundo especialistas, está no processo.
A técnica “preparar, estimular, refinar” vem sendo ensinada por educadores como Jordan Wilson, fundador do podcast Everyday AI e professor na Universidade DePaul, nos Estados Unidos. Ao lado da consultora Denise Turley, ele mostra que prompts eficazes não nascem prontos, eles são construídos em diálogo com o modelo. As informações foram retiradas de CNBC Make It.
O maior erro, segundo Wilson, é já começar com um pedido. Em vez disso, a orientação é “preparar” o modelo com informações básicas: contexto, objetivo, formato desejado e público-alvo. Só então vem o pedido em si.
Exemplo de prompt de preparação:
"Você é um assistente de comunicação. Estou criando uma apresentação para o conselho da empresa sobre nosso plano de expansão internacional. Preciso de sugestões de estrutura e mensagens-chave. Posso te passar mais informações, se necessário. Tudo bem para começarmos?"
Essa etapa permite que o modelo compreenda o cenário antes de gerar qualquer conteúdo. Funciona como um briefing claro e quem já trabalhou com criação sabe o quanto isso faz diferença no resultado final.
Só depois da preparação vem o pedido. E ele precisa ir além de frases vagas como “escreva um texto” ou “crie um slogan”. A recomendação de Denise Turley é incluir o máximo de instruções: quantidade, estilo, tom, canal, formato e chamada para ação.
Exemplo de prompt eficaz:
"Crie cinco versões de slogan para minha marca de cosméticos naturais voltados para mulheres de 30 a 45 anos. Use um tom leve e inspirador. O conteúdo será usado no Instagram e precisa terminar com uma frase de chamada para ação."
Quanto mais completo o estímulo, mais preciso o resultado. Afinal, a IA trabalha com padrões — quanto mais pistas ela recebe, melhor consegue acertar o tom.
Mesmo com boa preparação e comando claro, pode ser que o primeiro resultado não esteja 100% certo. O segredo está em seguir o processo, não encerrar ali.
O refinamento exige uma postura ativa: analise o que foi entregue, aponte o que funcionou e o que pode melhorar.
Exemplo de mensagem de refinamento:
"Gostei do segundo slogan. O tom está adequado, mas faltou um elemento emocional. Pode reescrever incluindo uma referência ao autocuidado e à autoestima?"
Essa troca contínua transforma a IA em um verdadeiro copiloto criativo. Ela aprende com você — dentro daquela conversa — e entrega versões cada vez mais ajustadas às suas necessidades.
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