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Redatora
Publicado em 6 de fevereiro de 2026 às 05h00.
A inteligência artificial costuma ser associada a experimentação, curiosidade e adoção rápida por profissionais mais jovens. Mas um novo estudo publicado na Harvard Business Review revela que a Geração Z está usando a tecnologia de forma mais pragmática — e estratégica — do que muitos líderes imaginam.
Ao contrário da ideia de que jovens recorrem à IA como conselheira pessoal ou ferramenta social, a pesquisa aponta que a principal função da tecnologia no dia a dia da Gen Z é aumentar a produtividade no trabalho. O dado ajuda a explicar por que a forma como essa geração adota a IA pode antecipar mudanças profundas na dinâmica das empresas. As informações foram retiradas de Inc.
O estudo ouviu cerca de 2.500 jovens adultos entre 18 e 28 anos, nos Estados Unidos. O resultado principal desmonta uma narrativa comum no debate sobre IA.
Enquanto executivos do setor, como o CEO da OpenAI, Sam Altman, sugerem que usuários mais jovens veem ferramentas como o ChatGPT como um “conselheiro de vida”, os dados mostram outra realidade. 65% usam IA como alternativa ao Google, e mais da metade afirma utilizá-la diretamente para tarefas de trabalho.
Apenas 32% disseram recorrer à IA para assuntos pessoais, como relacionamentos ou decisões de vida. Já 46% usam a tecnologia para escrever textos, atividade frequentemente associada a demandas profissionais.
Outro dado chama atenção de líderes e gestores. A pesquisa confirma que proibir o uso de IA no ambiente corporativo não impede sua adoção.
Um em cada seis jovens entrevistados afirmou ter usado ferramentas de IA para tarefas profissionais mesmo após ser explicitamente orientado a não fazê-lo.
O comportamento reforça uma tendência já observada em outras pesquisas de que a IA está entrando nas empresas de forma informal, descentralizada e difícil de controlar.
Apesar do uso intenso, a Geração Z não demonstra uma relação ingênua com a inteligência artificial. A maioria dos entrevistados expressou preocupações relevantes sobre os efeitos da tecnologia no desenvolvimento humano.
Entre os principais receios estão:
Além disso, 61% dizem temer que a IA reduza o aprendizado social, substituindo interações com colegas, mentores e líderes, um alerta importante para empresas que apostam em cultura colaborativa.
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