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86% dos executivos financeiros preferem IA a MBA — mas isso não ensina a decidir

Pesquisa da PwC com executivos dos EUA mostra que operar IA e decidir sobre ela são repertórios distintos

 (Unsplash/Reprodução)

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Publicado em 13 de agosto de 2026 às 16h00.

Última atualização em 13 de agosto de 2026 às 16h01.

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Uma pesquisa da PwC com 1.004 executivos de instituições financeiras dos Estados Unidos, com faturamento acima de US$ 500 milhões, mostrou que 86% deles acreditam que um treinamento em inteligência artificial vale mais do que um MBA para muitos profissionais em início de carreira. 

O dado já está pesando no bolso: 91% das empresas afirmam que estão aumentando a remuneração de quem tem habilidades em IA, e 58% pretendem atrelar parte do salário diretamente à produtividade gerada pelo uso da tecnologia.

O número é real e reflete uma mudança de prioridade que já chegou ao mercado brasileiro. Mas ele responde a uma pergunta específica, sobre quem executa. Para quem decide, a pesquisa da PwC revela outro problema, e é aí que a lacuna aparece.

O que a pesquisa realmente mede

O levantamento, parte da edição de 2026 da pesquisa da PwC sobre força de trabalho e inteligência artificial no setor financeiro, mapeia como as instituições estão mudando o perfil dos profissionais que contratam e treinam. 

Segundo o estudo, 62% das empresas planejam contratar gente que já chegue com competências específicas em IA, 61% pretendem requalificar quem já está no time, e 57% vão recorrer a fornecedores especializados para suprir a demanda.

É um retrato de capacitação técnica: como usar a ferramenta, como aplicar em tarefas do dia a dia, como aumentar produtividade. Faz sentido que o salário responda a isso. Mas nenhum desses números fala sobre quem senta na mesa em que se decide investir, redesenhar um processo ou assumir um risco tecnológico. 

Uma lacuna que a pesquisa não resolve

Apesar do investimento crescente em capacitação, 77% dos executivos entrevistados pela PwC afirmam que a maior parte dos gastos com inteligência artificial ainda não gera retorno financeiro mensurável. Para a consultoria, isso acontece porque muitas empresas aceleraram a adoção da tecnologia sem antes definir indicadores claros de desempenho ou metas financeiras.

Em outras palavras, treinar mais gente para operar IA não resolveu, sozinho, o problema de decidir onde a IA cria valor de fato. É exatamente essa lacuna que José Cláudio Securato, CEO da Exame Educação e fundador da Saint Paul Escola de Negócios, aponta como o verdadeiro desafio das empresas hoje.

"Toda empresa está discutindo IA. Mas a verdadeira pergunta não é: qual ferramenta devo usar?", diz Securato. Para ele, o problema não é falta de gente treinada em ferramentas, é falta de repertório para decidir com elas.

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Dois problemas, duas soluções diferentes

Capacitar times em habilidades de IA e formar quem decide sobre IA são frentes distintas, e ambas legítimas. A primeira resolve produtividade operacional, e o mercado já está pagando mais por ela, como mostra a pesquisa da PwC. A segunda resolve outro tipo de risco: o de uma empresa investir em tecnologia sem critério para saber onde apostar.

Foi para essa segunda frente que a Saint Paul criou o Pós-MBA em Inteligência Artificial, programa presencial de aproximadamente três meses, estruturado em seis sábados alternados, voltado a diretores, gerentes seniores, heads, empresários e founders que já ocupam posições de decisão. A grade não ensina a operar sistemas de IA. Concentra o conteúdo em estratégia, modelos de negócio, governança de dados e liderança de transformação, temas que aparecem cada vez mais em comitês executivos, mas para os quais poucos líderes tiveram formação estruturada.

Decidir sobre IA sem repertório é decidir no escuro. O Pós-MBA em Inteligência Artificial da Saint Paul forma esse critério em três meses, sem pausar a carreira. Quero saber mais 

O que o salário ainda não mede

A pesquisa da PwC mostra outro dado que reforça essa distinção: 90% dos executivos concordam que o setor precisa se acostumar a tomar decisões mais rápidas na era da IA, mas 77% admitem que suas próprias empresas ainda não acompanham a velocidade da inovação. 

O gargalo não está em quem sabe usar a ferramenta. Está em quem sabe decidir com a urgência que o momento exige.

Remuneração cresce para quem opera. Mas o repertório de quem decide segue sendo o fator que separa uma empresa que investe bem em inteligência artificial daquela que apenas acompanha a tendência.

Como participar do Pós-MBA em Inteligência Artificial

O programa é voltado a coordenadores seniores, gerentes, heads, diretores, empresários e founders responsáveis por decisões estratégicas sobre tecnologia e competitividade. 

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