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37% das empresas usam IA no recrutamento: veja como isso muda sua chance de contratação

Uso de automações no recrutamento exige currículos mais claros, objetivos e adaptados às vagas

Uso de IA no recrutamento exige currículos mais claros e objetivos | Freepik

Uso de IA no recrutamento exige currículos mais claros e objetivos | Freepik

Publicado em 11 de maio de 2026 às 10h47.

O uso de inteligência artificial no setor de Recursos Humanos já é uma realidade, segundo o relatório The Future of Recruiting 2025, cerca de 37% das organizações utilizam ferramentas de IA Generativa em processos seletivos. Essa mudança não é apenas uma automação de tarefas, mas uma reestruturação na forma como o talento é identificado e selecionado no mercado de trabalho.

Para as empresas, os benefícios são evidentes. A IA atua na otimização do tempo, permitindo que os profissionais de recrutamento e seleção se libertem de tarefas burocráticas.

A tecnologia realiza a triagem de qualificações, analisando currículos para encontrar padrões de competências que correspondam exatamente às necessidades da vaga. Entretanto, essa eficiência corporativa levanta uma questão central: como fica o candidato nesse novo ecossistema?

O currículo na era dos algoritmos

Muitas vezes os candidatos têm currículo pronto para enviar em todas as vagas em que se inscrevem, sem ter o conhecimento se o currículo não chegará às mãos de um recrutador sem antes ser aprovado por um sistema de inteligência artificial.

Se o documento não estiver estruturado de forma a facilitar essa leitura automatizada, o candidato corre o risco de ser descartado prematuramente, mesmo possuindo todas as competências técnicas para o cargo. 

Currículos visualmente complexos, com colunas ou gráficos, podem confundir o processamento da máquina, resultando em uma leitura incompleta das experiências profissionais. 

Entenda como se posicionar melhor em cada etapa da seleção — do currículo à entrevista 

Dicas práticas para candidatos na era da IA

A estratégia mais eficaz para o candidato é priorizar a clareza e a hierarquia de informações, garantindo que o robô consiga extrair os dados essenciais sem obstáculos.

Para isso, elencamos algumas dicas para facilitar a elaboração de um currículo: 

  • Palavras-chave são essenciais: Identificar os termos técnicos e competências mais citados na descrição da vaga e incorporá-los naturalmente ao texto do currículo.

  • Formatação simplificada: Evitar o uso de tabelas, imagens ou logotipos dentro do arquivo de currículo. O formato PDF ou Word padrão, com texto corrido, é o mais indicado para a leitura de sistemas de IA.

  • Títulos de seções convencionais: Utilizar termos padrão como "experiência profissional", "formação acadêmica" e "habilidades", em vez de títulos criativos que possam desorientar o algoritmo.

  • Customização constante: Não utilizar o mesmo currículo para todas as vagas. Ajustar o documento para que ele reflita as necessidades específicas de cada oportunidade aumenta as chances de uma pontuação alta na triagem da IA.

Da triagem à entrevista 

Em um cenário em que currículos passam por filtros automatizados antes mesmo de chegarem aos recrutadores, entender a lógica dos processos seletivos se tornou tão importante quanto reunir boas experiências profissionais. 

Nesse contexto, iniciativas de formação podem ajudar candidatos a se prepararem com mais método. O curso gratuito Processo Seletivo, do Na Prática, aborda etapas como currículo, LinkedIn, entrevistas, testes e dinâmicas, oferecendo orientações para quem quer compreender melhor como se posicionar em seleções de estágio, trainee, analista e outras oportunidades de entrada no mercado.

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