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35% dos trabalhadores afirmam estar apenas "sobrevivendo" financeiramente, diz pesquisa

Levantamento, que ouviu 1.200 pessoas de 164 empresas, apontou que mesmo quem está empregado enfrenta dificuldades para fechar as contas no final do mês

 (JGI/Jamie Grill/Getty Images)

(JGI/Jamie Grill/Getty Images)

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Luciana Lima

17 de outubro de 2022, 11h34

Em tempos de juros altos e inflação teimosa, o número de famílias brasileiras endividadas chegou a quase 80% em setembro, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

E, segundo uma nova pesquisa da Allya, startup de rh focada no bem-estar financeiro, mesmo quem está empregado enfrenta dificuldades para equilibrar as contas.

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O levantamento, que ouviu 1.200 pessoas de 164 empresas, apontou que 40% dos profissionais afirmam não ter dinheiro sobrando no final do mês. Outros 35% dizem que estão apenas sobrevivendo financeiramente. 

“Esta informação não pode ser interpretada como um problema particular dos indivíduos, pois afeta o bom desempenho dos profissionais, gerando custos  para as empresas”, declarou Gustavo Antonelli, co-fundador da Allya e responsável pela pesquisa.

Segundo a empresa, para chegar a esse resultado a pesquisa utilizou uma metodologia baseada na  CFPB Financial Well-Being Scale, criada pelo Consumer Financial Protection Bureau dos Estados Unidos, em que a escala de bem-estar financeiro é um número padronizado entre 0 e 100.

Dentro dessa escala, o resultado médio do bem-estar financeiro dos respondentes foi de 52,25. Sendo a maioria de 31 a 45 anos (533), seguida dos 26 a 30 (260), 18 a 25 (257) e 46 a 60 (141), com a menor margem a partir dos 60 (15).

Ainda segundo o estudo, a maioria dos profissionais afirma que não poderia lidar com despesas inesperadas. Sendo eles: Pouco (24,19%), Muito Pouco (18,87%) e de Modo Algum (16,10%).

Outra descoberta foi o fato de que aproximadamente 40% das pessoas dizem não sentir que garantem o seu futuro financeiro.

Outras 20% admitem que estão endividadas. Paradoxalmente, apesar da falta de planejamento para o futuro e da dificuldade para pagar as contas em dia, 47% dos profissionais sentem que alcançarão seus objetivos.

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