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Tecnologia não tira empregos: vem criando novas e remuneradas carreiras

Precisamos estar atentos, não por medo dos robôs, mas para não ficarmos para trás em uma corrida de avanços cada vez mais velozes

Profissionais, digitais ou não, devem se manter atualizados (Pexels/Reprodução)

Profissionais, digitais ou não, devem se manter atualizados (Pexels/Reprodução)

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5 de setembro de 2022, 12h59

Por Carolina Fernandes* 

A ideia de que, com a evolução acelerada da tecnologia chegaríamos eventualmente ao futuro em que “robôs tomariam nossos empregos”, ainda existe para muitas pessoas. Mas a realidade está provando o contrário. 

Pensando no quanto o mundo está digitalizado, você deve saber que existem milhares de pessoas trabalhando por trás das telas, certo? Já parou para pensar também onde elas estariam se não fosse a digitalização? 

Não dá para chegar em uma resposta, porque os cargos que elas assumem atualmente eram inimagináveis há alguns anos. Por exemplo, o Social Media. Essa é uma profissão muito importante hoje, mas que nem faria sentido em um tempo sem redes sociais. Ou mesmo no início das redes, quando não se falava sobre presença de empresas, anúncios e conteúdo de valor. 

Há muitos exemplos de cargos nesse sentido: cientista de dados, designers gráficos, gestores de tráfego (pago ou orgânico), editores de vídeos, entre outros. 

O que não se pode esquecer é que, assim como a tecnologia criou todas essas demandas, ela segue avançando e se modificando. E os profissionais, digitais ou não, devem se manter atualizados. 

Afinal, a todo momento surgem inovações para facilitar algumas operações, o que significa que sim, certos processos não precisam mais da mesma atuação manual como antes. Isso não é um “roubo” de função, mas sim uma maneira de aprimorar, otimizar e ter mais tempo para funções menos operacionais e burocráticas e deixá-las mais estratégicas . 

Por exemplo, é possível editar vídeos e fotos com aplicativos intuitivos e não mais depender apenas de programas supercomplexos e caros. Quer dizer que não são mais necessários designers e videomakers? Não. Quer dizer que o mercado espera profissionais que vão além dessas ferramentas, sabendo utilizá-las e oferecendo o que elas não têm: criatividade e estratégia.

Ainda mais agora, com o desenvolvimento da Web 3.0, que promete ser a grande revolução da internet e já existe a demanda por profissionais como metaverse planner (planejador de metaverso), ecosys planner (planejador de ecossistema) e avatar stylist (estilista de avatar), por exemplo. Os salários podem chegar a R$ 15 mil. Mas este é um assunto que vale debatermos em outra oportunidade. 

De todo modo, para ocupar tais cargos, é preciso estar atualizado e de olho no cenário ao redor o tempo todo. 

Talvez essa tenha sido a maior mudança que a tecnologia causou ao mercado de trabalho e às nossas vidas de forma geral. Precisamos estar atentos, não por medo dos robôs, mas para não ficarmos para trás em uma corrida de avanços cada vez mais velozes. 

*Carolina Fernandes é CEO da Cubo Comunicação, palestrante, especialista em marketing e comunicação. 

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