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Startups de varejo cresceram 18% em um ano com mudança de hábitos

Estudo da PwC Brasil e da Liga Ventures mostra que setor ganhou impulso com novos nos hábitos de consumo e crescimento do volume de compras online

Por Bússola
Publicado em 27/09/2022 10:30
Última atualização em 27/09/2022 08:49

Tempo de Leitura: 4 min de leitura

Por Bússola

Comprar on-line já era uma realidade dos consumidores brasileiros, e a pandemia da covid-19 fez com que o número de pessoas que preferem fazer compras pela internet aumentasse. Esse movimento é um dos principais fatores que refletem no mercado de startups de varejo no Brasil. De 2021 para este ano, o segmento teve aumento de 17,85% no volume de empresas. O dado faz parte do levantamento “A evolução das startups no setor de varejo”, organizado pela Liga Ventures e PwC Brasil.

Para realizar o estudo, foi utilizada a ferramenta Startup Scanner e analisadas 373 startups ativas desse setor. Do total avaliado, 69% têm como público outras empresas, ou seja, operam no B2B. Quanto à origem dos negócios, o estado de São Paulo aparece com maior expressão, 52%, seguido por Santa Catarina, 10%, e Rio de Janeiro, 8%.

“Nossa mais recente pesquisa de consumo, a Global Consumer Insights Survey, mostra que 70% dos brasileiros aumentaram as compras on-line durante a pandemia e 55% deles devem aumentar ainda mais neste segundo semestre. Esse empoderamento tecnológico alerta as varejistas quanto à necessidade de aprimorar a experiência do cliente com investimentos em omnichannel e personalização”, afirma a sócia da PwC Brasil Luciana Medeiros.

Segundo o levantamento, a maior parte das startups de varejo oferece soluções de comunicação e relacionamento com o cliente (são 10,2% delas) no Brasil. As outras seis categorias analisadas com maior representatividade no estudo são: criação/personalização de e-commerce (7,8%); gerenciamento de loja (6,7%); meios de pagamento (6,2%); análise de dados (5,6%); gestão de estoques (5,1%) e experiência do cliente (4,3%).

“Entre as categorias que apresentaram maior crescimento de 2017 para cá destacam-se: criação e personalização de e-commerce; gestão de estoque e experiência do cliente. Porém, ainda que registremos o aumento da quantidade de startups de varejo, desde 2017 temos percebido retração no número de novos negócios. Das empresas ativas analisadas pelo estudo, 15% foram criadas em 2017, 11% em 2018, 8% em 2019, 5% em 2020, 3% em 2021 e 1% em 2022, o que pode nos revelar que o mercado caminha para uma possível consolidação”, declara o startup hunter e especialista em Varejo da Liga Ventures, Diego Sanches.

Fusões e aquisições

O levantamento “A evolução das startups no setor de varejo”, da Liga Ventures com a PwC Brasil, também se debruçou sobre as transações de fusão e aquisição registradas em 2021 e 2022. Durante esse período, 15 startups foram adquiridas com 13 empresas como compradoras. No total, foram 53 transações observadas, que movimentaram US $1,47 bilhões no período.

“O volume é considerável e tem sua representatividade na economia. Os movimentos de fusões e aquisições nos ajudam ainda a entender a necessidade de aprimoramento da experiência do cliente, uma vez que cerca de 34% dessas operações representaram investimentos feitos em negócios da categoria de criação/personalização de e-commerce”, afirma Sanches.

Impacto no mercado de trabalho

Além de contribuir para a economia em volume de transações de compra e fusão, o setor de startups de varejo tem apoiado na geração de empregos. Pelo levantamento feito pela Liga Ventures e PwC Brasil, entre 2021 e 2022, as empresas ativas analisadas registraram aumento médio de 37% na força de trabalho, foram 5.115 novas vagas abertas.

“Esses dados nos chamam a atenção, ainda mais se considerarmos os fatores internos e externos que o Brasil encarou nos últimos meses e que tiveram consequências para o setor de varejo. É relevante ainda o fato de 24% das empresas que analisamos terem tido um crescimento do número de funcionários em mais de 50%. O que ainda precisamos salientar é a representatividade de mulheres como executivas, elas são apenas 15% nessas posições”, diz Medeiros.

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