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‘Reputação não se delega, ela é construída todos os dias’, diz chairman do BTG Pactual

No RepCast da FSB Holding, André Esteves detalha porque consistência, cultura e decisões difíceis são os pilares invisíveis que sustentam o valor de longo prazo

André Esteves, chairman e senior partner do BTG Pactual (RepCast / YouTube/Divulgação)

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Publicado em 11 de abril de 2026 às 07h00.

A construção de grandes empresas, na visão de André Esteves, passa menos por momentos extraordinários e mais por disciplina cotidiana. Em entrevista ao RepCast, videocast da FSB Holding, o chairman e senior partner do BTG Pactual apresenta uma leitura direta sobre liderança: reputação, cultura e consistência são os verdadeiros motores de valor, ainda que não apareçam nos balanços.

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Reputação como ativo econômico e não apenas simbólico

“Reputação não é algo que você terceiriza. Ela é construída todos os dias, em cada decisão que você toma”, diz Esteves, reforçando que reputação deixou de ser um conceito abstrato para se tornar um ativo com impacto direto no negócio. Mais do que imagem, ela influencia preço, confiança e capacidade de execução. A avaliação do mercado é contínua e baseada em comportamento, não em discurso.

Consistência: o fator que separa discurso de realidade

Para o executivo, trajetórias sólidas não são construídas com rupturas constantes, mas com evolução contínua. A lógica vale tanto para carreiras quanto para empresas: crescer exige disciplina e capacidade de manter direção mesmo em ambientes voláteis.

Não é sobre fazer algo extraordinário uma vez. É sobre fazer o básico bem feito, todos os dias, por muito tempo.

Essa visão reforça que a execução consistente, mais do que grandes movimentos pontuais, é o que sustenta resultados duradouros.

Cultura não está no discurso, está na decisão

Ao abordar cultura organizacional, Esteves rejeita a visão formalista. “Cultura é o que as pessoas fazem quando ninguém está olhando. É isso que define uma organização de verdade”, comenta André, trazendo uma visão de que não é o que está escrito em valores institucionais, mas o que orienta decisões quando não há supervisão direta.

Esse entendimento reforça a ideia de que cultura e reputação são indissociáveis: a forma como uma empresa decide é, no fim, o que constrói sua percepção no mercado.

Aprender com erros faz parte do processo

Outro ponto relevante da entrevista é a forma como Esteves aborda erros. Em vez de evitá-los a qualquer custo, o executivo destaca a importância de absorver aprendizados e seguir evoluindo.

A construção de reputação, nesse contexto, não está ligada à ausência de falhas, mas à capacidade de execução e correção. Empresas e líderes são julgados não apenas pelo erro em si, mas pela forma como respondem a ele.

Partnership e senso de dono

A estrutura de partnership do BTG Pactual aparece como um dos pilares dessa lógica. O modelo reforça alinhamento de interesses e incentiva responsabilidade compartilhada.

Na prática, isso cria um ambiente em que decisões são tomadas com visão de longo prazo, já que os próprios executivos participam diretamente da geração de valor do negócio.

Mais do que um modelo societário, trata-se de um mecanismo cultural que fortalece compromisso e accountability.

Reputação se constrói no detalhe

Ao final da entrevista, a mensagem de Esteves converge para um ponto central: reputação não é resultado de grandes gestos isolados, mas de uma soma de pequenas decisões coerentes.

Ela é formada na relação com clientes, concorrentes, reguladores e colaboradores  e testada continuamente em contextos de pressão.

Para líderes e empresas, o recado é claro: em um ambiente cada vez mais exposto e exigente, reputação deixou de ser consequência e passou a ser estratégia. E, como toda estratégia relevante, depende menos de discurso e mais de execução.

 

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