Religar a economia enquanto a escala Guedes oscila e o país treme é desafio duro

É preciso atrair investidores, gerar empregos, alterar leis: uma agenda ampla para um tempo que a pandemia torna cada vez mais escasso

O maior desafio atual do governo é controlar a pandemia, mas isso só com vacinação em massa de cerca de 70% dos brasileiros. O segundo desafio neste ano é como ligar a economia novamente.

O tamanho desse segundo problema pode ser medido pela escala Guedes de intensidade. E é notado quando tremem bolsas e oscila, perigosamente, o câmbio. Quando isso ocorre, desabam, em geral, as finanças dos brasileiros mais pobres.

Quando a moeda balança muito, adiciona inflação ao mercado interno e interfere nos preços que pagamos por produtos importados. Não só os vinhos franceses, mas também o combustível refinado e os fertilizantes incrementados da produção de soja. Etc, etc, etc…

O desafio de sinalizar controle de contas passou no Senado e deve vencer a tramitação na Câmara até a próxima quinta.

E depois? É preciso abrir oportunidades para atrair investidores e gerar emprego. Para isso, deve-se alterar leis que afetam ferrovias, petróleo e gás, startups, setor elétrico, marco legal do câmbio e muito mais.

A agenda de interesses do governo em tramitação no Congresso é vasta e ampla. Consumirá tempo, essa mercadoria escassa e rara face ao recrudescimento da pandemia.  O movimento de restrição ao trânsito de pessoas limita também a recuperação da economia e dos empregos, ou acentua e prolonga o desemprego.

Enquanto a escala Guedes de gravidade oscila, o Congresso marola. E o país treme.

* Márcio de Freitas é analista Político da FSB Comunicação

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