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Professores do Amazônia demonstram impacto da tecnologia na educação

Estudo da Positivo Tecnologia com professores participantes de projeto demonstra melhoria significativa na aprendizagem com recursos tecnológicos
Projeto levou internet a regiões de difícil acesso. (Bússola/Reprodução)
Projeto levou internet a regiões de difícil acesso. (Bússola/Reprodução)
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BússolaPublicado em 14/09/2022 às 11:30.

A Positivo Tecnologia, empresa brasileira de tecnologia, divulgou uma pesquisa realizada com professores da região Amazônica sobre o impacto de recursos tecnológicos na educação. Após dois anos do Projeto Educação 4.0 para Baixa ou Nula Conectividade, professores que participaram da iniciativa afirmam que a tecnologia contribui significativamente para a melhoria da aprendizagem.

O Projeto é resultado da parceria da Positivo Tecnologia com a Secretaria Estadual de Educação do Amazonas (Seduc), a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) e o Instituto Tríad Systems (Itríad). A pesquisa foi realizada no âmbito das escolas de ensino regular e contempla estudantes do quinto e nono anos do Ensino Fundamental.

As ações desenvolvidas ao longo do projeto têm como propósito a inserção de recursos educacionais digitais na rotina escolar, em regiões com acesso deficitário à internet, a fim de promover a equidade no acesso à inovação tecnológica. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Abranet), apesar dos avanços tecnológicos no Brasil, 18% da população ainda não tem acesso à internet residencial ou móvel. Dados do IBGE revelam que cerca de 15% da população do estado do Amazonas não possui conexão com a internet.

O programa consiste na disponibilização do Aprimora Single, uma plataforma adaptativa de aprendizagem, de Língua Portuguesa e Matemática, desenvolvida pelo ITríad especialmente para atividades educativas do Projeto Educação 4.0 para Baixa ou Nula Conectividade. O Aprimora Single integra recursos tecnológicos e conteúdos curriculares estruturados para o desenvolvimento de habilidades específicas ao mesmo tempo em que respeita o ritmo de aprendizagem de cada estudante.

Dessa forma, a solução configura um recurso educacional relevante para práticas de ensino-aprendizagem e minimiza os desafios educacionais enfrentados nesses contextos. Para viabilização do projeto e realização da pesquisa de resultados foram disponibilizados 7.200 notebooks classmate para estudantes e professores da rede de ensino do Amazonas.

O critério de seleção das escolas para participação no projeto teve como base as menores notas do Ideb. O programa foi disponibilizado para 11 escolas na capital, Manaus, e 31 escolas do interior, incluindo unidades ribeirinhas e em territórios indígenas. Ao todo, 181 professores do Amazonas atuam no projeto. “A nossa intenção é ajudar a diminuir a desigualdade no acesso à educação que ainda existe por falta de conectividade e que, durante a pandemia, ficou ainda mais evidente. Por isso, nossa missão com o Educação 4.0 é contribuir para a garantia do direito à equidade e à qualidade na educação”, ressalta Regina Silva, diretora pedagógica do Educacional - Ecossistema de Tecnologia e Inovação, área de negócios dedicada à educação da Positivo Tecnologia.

O impacto do projeto foi mensurado por pesquisa encomendada pelo Instituto Itríad e realizada pela empresa Orákolo de Pesquisa e Desenvolvimento. O estudo contou com a participação de 132 docentes que atuaram no projeto e destacou pontos importantes para a melhoria do processo pedagógico por meio de recursos tecnológicos em locais sem acesso à internet. Também foi possível acompanhar o desempenho e a evolução dos alunos de forma individual, uma vez que 74% dos professores respondentes afirmaram que o recurso tecnológico offline facilitou a compreensão dos alunos e 68% reconheceram que o projeto aumentou a motivação e o envolvimento dos alunos em sala de aula e de forma remota.

Helder Camara Viana, diretor do Departamento de Tecnologia da Seduc, fala sobre as ações do projeto no contexto do Estado do Amazonas: “Nossa logística é diferente de praticamente todo o resto do país. Para que tenhamos uma comunicação com os nossos municípios, temos uma logística de balsas ou barco que passam de 18 a 25 dias, saindo daqui da capital do nosso estado, Manaus, para os municípios que estão mais distantes. Então, tivemos situações bem desafiadoras, mas muito gratificantes de serem vencidas.”

Além disso, 85% dos educadores acreditam que, explorando de forma correta a plataforma Aprimora Single, o Ideb local poderá aumentar e 56% declararam que o recurso atendeu às expectativas. Na pesquisa, a maioria dos professores considerou que o uso do Aprimora Single permite desenvolver competências gerais e específicas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e a nota média atribuída para o programa foi de 8,3.

Sirlei Bauman, gerente de Ensino Regular do Deppe, falou sobre a implantação do projeto nas escolas da área rural e ribeirinha. “Quando nos deparamos com a possibilidade de que essas escolas que já têm uma deficiência, já tem uma falta de acesso à questão da conectividade, avaliamos que esse seria o principal ponto para a viabilização do projeto. Houve o interesse das redes, uma vez que nós vislumbramos que essas escolas seriam beneficiadas”. Sirlei, destacou ainda, que os recursos tecnológicos ajudam também o professor a se situar no seu tempo e no seu espaço de atuação.

A pesquisa demonstrou que o “Educação 4.0 para Baixa ou Nula Conectividade” atendeu às expectativas de docentes e discentes. Eles consideram a tecnologia uma solução relevante para a qualidade da aprendizagem e para a dinâmica de ensino. “Acreditamos bastante no Projeto Educação 4.0 como vetor de desenvolvimento da educação no Amazonas. Os resultados da pesquisa, felizmente, mostram que estamos no caminho certo”, diz Regina Silva, diretora Pedagógica do Educacional – Ecossistema de Tecnologia e Inovação.

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