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Precisando reter talentos? Que tal pensar melhor no plano de saúde

Crise da pandemia de covid-19 fez aumentar o receio da falta de acesso a tratamentos médicos e a preocupação com o acesso à saúde, aponta pesquisa

Por Fabio Daher*

Há quase dois anos, vivemos uma crise sanitária mundial. Com isso, a saúde saltou para o topo da lista de prioridades de grande parte da população brasileira, o que deve se seguir pelos próximos anos. Em um contexto corporativo, o plano de saúde é um fator apontado como decisivo na escolha de um emprego. Oferecer qualidade de vida ao possibilitar acesso a cuidados assistenciais para colaboradores e seus familiares se tornou ainda mais primordial para retenção de talentos, além de reforçar a atuação mais humanizada, de um olhar mais afetuoso, por parte das corporações.

Segundo a pesquisa Anab de Planos de Saúde, realizada pela Associação Nacional das Administradoras de Benefício, para 81% dos entrevistados, a crise da pandemia de covid-19 fez aumentar o receio da falta de acesso a tratamentos médicos e, consequentemente, a preocupação com o acesso à saúde. Os participantes enxergam o plano de saúde como uma conquista, assim como ter um imóvel, um veículo, realizar uma viagem ou ter investimentos. O plano de saúde é a terceira maior conquista do brasileiro em 2021. Na faixa etária acima de 50 anos, o benefício só perde para a casa própria em importância.

Por outro lado, a pandemia foi um catalisador para o avanço tecnológico no setor de saúde suplementar. Além da telemedicina, destaca-se o aprimoramento das ferramentas de monitoramento online das carteiras de planos, a partir do uso de Inteligência Artificial e que resulta em maior detalhamento e controle de dados e redução de custos. Todo esse aprimoramento tecnológico contribui para que as empresas contratantes de planos de saúde alcancem maior eficiência e sustentabilidade em seus processos — informação que permite maior entendimento sobre a gestão de saúde do quadro de colaboradores, sem que esse avanço signifique desrespeito ao sigilo médico ou qualquer tipo de intervenção na conduta profissional.

Nesse cenário de maior interesse por saúde e processos tecnológicos em franca expansão, buscar alternativas, novos caminhos, permitem a ampliação dos negócios para novos horizontes e podem trazer resultados positivos. Na saúde suplementar, não seria diferente. Trata-se, inclusive, de um momento bem oportuno. Novos negócios podem surgir a partir da otimização de recursos já existentes, humanos e financeiros.

Desta forma, diversificar a atuação de uma operadora de plano de saúde para um modelo híbrido — que atenda aos clientes finais (empresas contratantes do produto para oferecer como benefício aos colaboradores) e também ao mercado de autogestão — possibilita maior alcance, amplia acesso à saúde e cria identidade própria para o desenvolvimento de um nicho específico dentro do setor de saúde privada.

Com esse viés de fornecer ao mercado de saúde o compartilhamento de rede credenciada de prestadores assistenciais e recursos tecnológicos customizados para a gestão da carteira de beneficiários, essa ação permite ganho de escala, sem que, necessariamente, represente mais investimentos em recursos próprios. O resultado dessa visão de negócios tem impacto direto na sustentabilidade da assistência médico-hospitalar, com redução de custos e de trâmites burocráticos para todos os envolvidos.

Construir relacionamentos de confiança com as empresas contratantes e demais operadoras de planos de saúde, permite entender necessidades e buscar soluções para os desafios, gerando novas oportunidades de negócios. Com mais possibilidades de acesso a cuidados assistenciais e informação, saúde será cada vez mais uma conquista coletiva da sociedade, que almeja mais qualidade a custos acessíveis.

*Fabio Daher é diretor da operadora de plano de saúde Mediservice

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