Pós-pandemia: como será o mundo que vamos encontrar no futuro próximo?

Videoconferências, e-commerce e na forma de gestão das empresas devem perdurar mesmo com o fim da crise sanitária

Por Alexandre Loures e Flávio Castro*

O Collins Dictionary elegeu Lockdown como a palavra do ano de 2020. A escolha da WOTY (Word of the Year) sempre reflete o que aconteceu de mais importante no período. Como não podia deixar de ser, o termo de 2020 resume a experiência da pandemia da covid-19, que tem impactado comportamentos e acelerado uma série de transformações na vida de bilhões de pessoas do planeta. Mas como será o mundo que vamos encontrar no futuro próximo?

O isolamento social gerou novas necessidades e provocou mudanças de hábitos que vão se tornar definitivas. A adoção da videoconferência na nossa rotina é um deles. Uma pesquisa realizada pelo Zoom Video Communications, em dez países, revela que 90% dos participantes brasileiros pretendem mesclar o meio virtual com o presencial para diversas atividades do dia a dia: encontro de negócios (70%), consultas médicas (62%), uso na área de educação (65%) e entretenimento (63%).

O estudo tem como objetivo entender como o consumidor vai lidar com uso das videoconferências em setores como governo, negócios, celebrações, varejo e serviços financeiros no futuro.

A pandemia também fez nascer uma nova geração de consumidores. Dados do Movimento compre & confie - Neotrust apontam que mais de 20 milhões de pessoas compraram online pela primeira vez no Brasil, de um total de 42,9 milhões de consumidores únicos. O número representa um crescimento exponencial e um marco para o e-commerce do país, fazendo com que o comportamento de bater perna atrás de promoção definitivamente seja coisa do passado.

O futuro do mercado de trabalho também vai passar por transformações significativas na era pós-covid. Segundo a McKinsey, pelo menos 88% das companhias avaliam mudanças em sua estrutura. Além do formato remoto, estão previstas a ampliação de modelos de gestão por projetos, a remuneração mais variável e relações menos rígidas de hierarquia, o que dará origem a um conceito mais colaborativo dentro das companhias.

Saúde e consciência social

O avanço do coronavírus também potencializou a preocupação com a saúde e os debates sociais. Acompanhamos as estatísticas da escalada da doença, nos indignamos com a violência, com o racismo, com a falta de respeito à diversidade e com a desigualdade. E as redes sociais refletem nossos sentimentos diante do momento.

O relatório Twitter Trends Brasil, que acabou de ser divulgado com base na análise de 300 mil tópicos na plataforma, aponta um crescimento de 148% nas conversas sobre cuidado comunitário; 175% em igualdade de direitos à saúde; 47% em saúde integral; 20% em autocuidado; e 17% em saúde mental. Já a repercussão do tema fitness caiu no período.

A consciência social também gritou, e o papel de cada um na sociedade ganhou destaque. O relatório registrou 781% de aumento nas conversas sobre direitos dos negros; 345% sobre igualdade; 66% sobre empoderamento; 36% sobre representatividade; e 33% sobre ética. De acordo com o Twitter, o objetivo desse material é ajudar as marcas a se manterem na vanguarda e a criarem conexões com seu público no futuro próximo.

Ou seja, é hora de rever conceitos e se reprogramar para os novos tempos que já chegaram. Como diz Silvio Meira, professor extraordinário da cesar.school e cientista-chefe na The Digital Strategy Company: "Fizemos o download de 25 anos de futuro para o presente".

*Alexandre Loures e Flávio Castro são sócios da FSB Comunicação

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