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Podcast A+: COP27 - a participação das empresas no debate climático

A poucas semanas da Conferência do Clima da ONU, episódio debate importância da parceria entre poder público e iniciativa privada no cumprimento das metas ambientais

 (Bússola/Divulgação)

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Rafael Lisbôa

Publicado em 20 de outubro de 2022, 19h04.

O novo episódio do Podcast A+ traz o debate promovido pela Bússola sobre a importância da integração entre poder público, iniciativa privada e sociedade civil na defesa da agenda ambiental.

O futuro da humanidade estará em discussão entre 6 e 18 de novembro, no balneário de Sharm El-Sheikh, no Egito. É quando acontece a COP27, a 27ª edição da Conferência do Clima das Nações Unidas, que reunirá representantes de quase 200 nações, além de ambientalistas, estudiosos das mudanças climáticas, grupos da sociedade civil, organizações não governamentais, empresas e governos locais. Todos mobilizados para conter o ritmo do aquecimento global, que já produziu efeitos irreversíveis e ameaça a vida no planeta.

A expectativa é que, na COP27, o mundo reforce o compromisso de limitar o aumento da temperatura a 1,5ºC até o fim do século, conforme estabelecido no Acordo de Paris e fundamental para evitar catástrofes climáticas. Para atingir esse objetivo, é preciso reduzir drasticamente as emissões de gases do efeito estufa. As metas de emissões apresentadas pelos países na COP26, no ano passado, foram consideradas insuficientes, já que o aquecimento do planeta poderia chegar a 2,4ºC, e, portanto, espera-se agora uma revisão ambiciosa desses números.

O Brasil se comprometeu a reduzir as suas emissões em 37% até 2025 e 50% até 2030, tendo como base as emissões de 2005. O desafio, tanto no caso brasileiro quanto das demais nações, é transformar a intenção, prevista nos acordos, em ação, efetiva e prática no combate às mudanças climáticas. E, para isso, o trabalho deve ser conjunto e envolver poder público, iniciativa privada e sociedade civil. Afinal, só há desenvolvimento possível se as necessidades de hoje forem atendidas sem que se comprometa a capacidade das próximas gerações de fazerem o mesmo.

As empresas têm papel decisivo na defesa do meio ambiente. Tanto que, há mais de 20 anos, a ONU lançou o Pacto Global, uma iniciativa que envolve mais de 16 mil companhias e organizações em todo o mundo na promoção de práticas corporativas sustentáveis. Está cada vez mais claro que não há progresso econômico sem inclusão social e respeito à natureza. E, nessa jornada rumo à economia de baixo carbono, os negócios passaram a ser guiados por três letras: ESG - a sigla que reúne suas práticas ambientais, sociais e de governança.

Em pouco mais de uma hora de live no YouTube da Exame, foi debatida a participação da iniciativa privada no cumprimento das metas de descarbonização e foram apresentados caminhos desenvolvidos pelo setor produtivo brasileiro para garantir o uso responsável dos recursos naturais, combinando crescimento e preservação. Com mediação do jornalista Rafael Lisbôa, diretor da Bússola, o bate-papo reuniu Carlo Pereira, CEO do Pacto Global da ONU Brasil; Davi Bomtempo, gerente-executivo de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI; Karen Oliveira, diretora de Políticas Públicas e Relações Governamentais da TNC Brasil; e Mariana Lisbôa, líder global de Relações Corporativas da Suzano.

Escute abaixo o episódio, e ainda pelo Spotify ou Apple Podcasts. A edição é de Guilherme Baldi.

O Podcast A+ faz parte da plataforma Bússola, uma parceria entre a Revista Exame e o Grupo FSB.

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