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Personalização é a chave para uma estratégia de comunicação eficiente

Na comunicação interna também é preciso estar atento às necessidades dos diferentes colaboradores e seus comportamentos

Por Bia Magalhães e Rachel Mello*

Sabe quando você comenta com alguém sobre um produto e imediatamente ele aparece como anúncio nas suas redes sociais e nos sites em que você navega? Essa segmentação da mídia programática é um dos recursos mais utilizados atualmente para conquistar clientes num funil de vendas. É como se o algoritmo adivinhasse seus pensamentos e compreendesse você perfeitamente. Em inglês, chamamos essa personalização de taylor made, feito sob medida, como num bom alfaiate.

Raul Seixas cantou em Meu amigo Pedro, sobre um cara que usa sempre o mesmo terno. E alertou: cada um de nós é um universo, com suas diferenças e particularidades. A segmentação e a criação de personas são uma das chaves para o sucesso de uma estratégia de comunicação eficiente hoje, que garante que o desejo (manifesto ou mesmo latente) daquele usuário seja atendido.

Como sempre dissemos aqui, se vale para fora, vale para dentro. Isso quer dizer que na comunicação interna também precisamos estar atentos às necessidades dos diferentes colaboradores e seus comportamentos.

Da contratação ao “embarque” de um profissional em uma empresa, buscamos perfis que sejam compatíveis com a cultura organizacional e contamos sobre os protocolos, ritos e como as coisas funcionam por ali (ou como achamos que funcionam ou como gostaríamos que funcionassem). Pedimos que eles se adequem, compreendam o contexto e insiram-se no ritmo que já existe.

Mas, neste momento em que cada vez mais falamos sobre a importância da diversidade dentro das organizações, é necessário que nossas narrativas e mensagens-chave de comunicação interna sejam suficientes e eficientes para diferentes pessoas. Cada um que “embarca” traz sua própria bagagem!

E se pensarmos agora em organizações cada vez mais digitais, com trabalhos remotos, estamos falando de profissionais que podem trabalhar em diversos países, horários, com suas culturas e diferentes costumes. Foi-se a era industrial, dos operários em fila batendo cartão e repetindo gestos (mesmo nas fábricas, essa é uma realidade cada vez mais distante...). Como criar conexão, dialogar, ter uma identidade de grupo, mas sem ser superficial ou genérico ou pouco atento às especificidades de cada um.

A hora da chegada é a hora da verdade. Se uma empresa divulgou suas vagas ou seu processo de seleção nas redes, posicionou-se a favor da diversidade, abraçou causas, deu a conhecer seu propósito e atraiu talentos, quando essas pessoas começarem a trabalhar terão expectativas com relação ao que as atraiu para aquela experiência.

Como em toda boa relação, o diálogo é fundamental, assim como uma escuta ativa. Portanto, a primeira missão da comunicação interna não é falar, mas ouvir. Ouça, observe, conheça, pergunte, traga para perto e construa sua comunicação interna junto a cada colaborador, a cada grupo de colaboradores.

Dá trabalho? Dá. Mas hoje temos cada vez mais ferramentas que estão apoiando a transformação digital das práticas de comunicação interna. São muitas e estão no nosso radar.

Na próxima quinzena, vamos falar mais sobre elas e como elas são como o giz e a tesoura do mestre alfaiate: ajudam a fazer a comunicação sob medida. Até lá!

*Bia Magalhães é especialista em comunicação interna com formação em comunicação organizacional. Está na FSB Comunicação há sete anos atuando em projetos digitais e de comunicação corporativa e Rachel Mello é jornalista, mestre em comunicação social e diretora de planejamento na FSB Comunicação. Mãe da Isabel e torcedora do Atlético Mineiro

Este é um conteúdo da Bússola, parceria entre a FSB Comunicação e a EXAME. O texto não reflete necessariamente a opinião da EXAME.

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