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Pequenas empresas precisam inovar como as startups, aponta pesquisa

Pesquisa da FDC indica às pequenas empresas que inovar pode trazer bons resultados para sobrevivência no mercado

Pesquisa realizada pela Fundação Dom Cabral (FDC) analisou como as startups e as pequenas empresas brasileiras estão transformando conhecimento em resultados. De acordo com o estudo, as startups têm maior capacidade de absorção e transformação do conhecimento do que as pequenas empresas. “As startups estão mais antenadas ao mercado, buscando conhecimento e contam com quadros mais diversos, por isso temos essa aproximação com os resultados. As pequenas empresas, normalmente, são mais tradicionais e assumem menos riscos”, afirma o professor e pesquisador da FDC Paulo Renato de Sousa.

De acordo com o estudo, é comum encontrar nas startups funcionários com nível sênior, ou seja, experientes em suas funções, enquanto nas pequenas empresas não é tão comum. As startups investem ainda mais na qualificação profissional dos seus funcionários, que possuem mais liberdade para expressar dúvidas, críticas e sugestões.

“A análise é importante, pois as empresas utilizam o conhecimento para retroalimentar o sistema de um negócio, só assim se sobrevive no mercado. Se existe interação, compartilhamento de informação entre os funcionários, aumenta-se a capacidade de aprendizado e de alcançar bons resultados”, declara o pesquisador.

Estímulo

Perguntadas se o estímulo à inovação vem de dentro da própria empresa, do ambiente externo ou de ambos, 87% das startups alegam que buscam inovar para responder às duas formas de estímulos. Em contrapartida, as pequenas empresas buscam este caminho, majoritariamente, para responder estímulos externos, cerca de 60%.

A aquisição de conhecimento dentro do negócio foi aferida de diversas formas, por meio de perguntas como: a empresa investe em pesquisa de desenvolvimento? Os investimentos são contínuos? Há interação com instituições de ensino e pesquisa? E mais uma vez, as startups levam vantagem.

“É importante ressaltar que o aprendizado não pode deixar de existir, tem que ser contínuo e se descuidar desse elemento pode ter resultado negativo”, afirma o pesquisador.

Segundo o professor da FDC, as pequenas empresas têm um longo caminho de aprendizado a seguir rumo à inovação. Elas podem e devem aproveitar das experiências das startups para buscar formas de se reinventar.

“Não existe receita de bolo, mas percebemos que as startups e pequenas empresas estão seguindo caminhos diferentes. Às vezes as pequenas empresas não têm recursos para uma cultura de aprendizado, mas é preciso procurar ajuda, qualificação, absorver essa cultura organizacional do aprendizado”, diz.

Recorte da pesquisa

Participaram do estudo 469 empresas, sendo 271 de pequeno porte e 198 startups, durante os meses de setembro e outubro de 2020. A maioria dos respondentes, tanto das startups quanto das pequenas empresas, está localizada no estado de São Paulo e Minas Gerais. Elas têm como principal atividade o setor de serviços, sendo as startups 81% e as pequenas empresas 77%.

Confira alguns números.

Investimento em pesquisa e desenvolvimento 

50% das startups afirmaram que existe investimento, contra 7% nas pequenas empresas.

Investimentos contínuos em pesquisa 

25% das startups afirmaram que o investimento é contínuo, contra 7% nas pequenas empresas.

A empresa conta com tecnologias para compartilhar conhecimento 

30% dos funcionários das startups concordaram com a afirmação, contra 9% das pequenas empresas.

Na empresa os funcionários têm liberdade para expressar dúvidas, críticas e sugestões 

42% das startups, contra 20% nas pequenas empresas.

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