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Opinião: A festa da firma passou a ser ferramenta de cultura organizacional

Eventos de fim de ano deixaram de ser apenas celebrações e passaram a reforçar integração, reconhecimento e pertencimento nas empresa

Confraternizações de fim de ano ganham papel estratégico ao aproximar equipes, reforçar a cultura e criar experiências que ficam na memória (Davor Geber /Shutterstock)

Confraternizações de fim de ano ganham papel estratégico ao aproximar equipes, reforçar a cultura e criar experiências que ficam na memória (Davor Geber /Shutterstock)

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Publicado em 17 de agosto de 2026 às 10h00.

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Por Evandro Monteiro*

Quando li que 49% dos trabalhadores brasileiros não recebem nenhum presente de fim de ano da empresa onde trabalham, segundo uma pesquisa da Pluxee, pensei: imagina uma confraternização.

A provocação veio quase automaticamente, mas por trás dela existe uma questão importante: como as empresas estão escolhendo reconhecer e reunir suas pessoas ao final de mais um ano?

Depois de mais de 20 anos trabalhando com eventos corporativos, vejo que esses encontros continuam acontecendo, mas por razões bem diferentes das de alguns anos atrás.

Eventos passam a fortalecer relações

Se antes a confraternização era vista quase como um ritual de encerramento do ano, hoje ela ganhou um papel muito mais relevante.

É um dos poucos momentos em que metas, reuniões e indicadores dão espaço para aproximar colegas, integrar diferentes equipes, diminuir a distância entre lideranças e profissionais e fortalecer relações que, no dia a dia, ficam restritas ao trabalho.

E, como o propósito mudou, a forma de organizar esse momento também. Há alguns anos, as principais perguntas giravam em torno do número de convidados, do buffet ou da estrutura do evento.

Hoje, as empresas querem saber como fazer as pessoas realmente participarem, qual formato combina com sua cultura e como transformar esse encontro em uma experiência que seja lembrada.

Cultura e identidade nos eventos corporativos

Tenho visto essa mudança acontecer em empresas de diferentes segmentos.

Ao longo da minha trajetória, participamos da construção de eventos para organizações como Suzano, Allos, Bidfood, GSK e Prudential, entre outras, e, apesar das diferenças entre seus mercados e culturas, havia uma preocupação em comum: fazer com que o encontro traduzisse a identidade da empresa e não fosse apenas mais uma confraternização.

Afinal, uma organização pode passar o ano inteiro falando sobre colaboração, reconhecimento ou pertencimento, mas são momentos como esse que tornam esses conceitos reais.

A cultura não é percebida apenas no discurso; ela aparece na forma como as pessoas são recebidas, valorizadas e incluídas.

Confraternizações mais personalizadas

Também vejo crescer uma preocupação em abandonar modelos prontos. A confraternização tradicional continua existindo, mas divide espaço com experiências mais personalizadas.

Há empresas que preferem encontros durante o dia para incluir as famílias, outras apostam em atividades ao ar livre, ações solidárias, experiências gastronômicas ou formatos que incentivam a interação entre áreas que pouco convivem durante o ano.

O objetivo já não é apenas celebrar, mas criar um momento que faça sentido para quem participa.

Planejamento dos eventos faz diferença

Vale lembrar que isso exige tempo, e talvez esse seja o maior erro que ainda encontro no mercado: tratar a confraternização como uma decisão de última hora.

Quando dezembro chega, os melhores espaços já estão disputados, fornecedores têm agendas mais restritas e as possibilidades diminuem.

Planejar antes não significa apenas garantir uma data; significa ter liberdade para escolher o que realmente faz sentido para aquela empresa.

Se tudo isso for bem pensado, tenho certeza de que a confraternização deixará de ser apenas mais um evento no calendário para se transformar em boas lembranças, novos laços e histórias que as pessoas terão prazer em levar para o próximo ano.

Evandro Monteiro é CEO da Origami Marketing

Acompanhe tudo sobre:Festa de fim de ano

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