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Ômicron e o futuro da pandemia no Brasil: OMS fala em risco global

Autoridades esperam um aumento no contágio e no número de internações, o que pode voltar a sobrecarregar os sistemas de saúde

Por Marcelo Tokarski*

O Brasil termina o ano de 2021 com uma boa notícia no campo da pandemia de covid-19. Apesar da chegada da nova variante ômicron há duas semanas no país, os números de novos casos e de mortes por coronavírus seguem em baixa por aqui. Neste domingo, a média móvel de mortes ficou em 171 óbitos por dia. Já são nove dias de queda na média. Nas duas últimas semanas, o indicador recuou 25%. É o menor patamar desde 17 de abril do ano passado.

Movimento semelhante está ocorrendo na média móvel de casos registrados. Estamos hoje com 6.682 novos casos por dia, queda de 25% nas duas últimas semanas. É o menor número de casos novos desde 5 de maio do ano passado, época em que a primeira onda da pandemia de covid-19 começava a acelerar no país.

Olhando para essas estatísticas, poderíamos pensar em um verão tranquilo. Mas também terminamos o ano com recados vindos de outros países que acendem o sinal de alerta. Ontem, o Reino Unido registrou a primeira morte provocada pela ômicron. Além do continente africano, vários países europeus têm enfrentado aumentos significativos no número de casos da nova variante.

A nova cepa já está presente em mais de 60 países. Tem se espalhado pelo globo em uma velocidade semelhante à quando a primeira onda da pandemia abalou o mundo no início de 2020. Em virtude disso, a Organização Mundial de Saúde (OMS) acaba de soltar um alerta de que a mícron representa um risco global “muito alto”, em parte porque há evidências de que a nova variante dribla a proteção até então garantida pelas vacinas.

“As evidências preliminares sugerem uma potencial fuga imunológica contra infecções e altas taxas de transmissão, o que poderia levar a novos surtos com graves consequências”, alertou a OMS em seu comunicado. Embora ainda não se saiba o potencial de gravidade da covid-19 em pessoas infectadas pela ômicron, as autoridades esperam um aumento no contágio e no número de internações, o que pode voltar a sobrecarregar os sistemas de saúde.

Incertezas

O fato é que, apesar da redução nas estatísticas, ainda vivemos em um momento de muita incerteza. O mundo — ou pelo menos boa parte dele — está preocupado com a ômicron. E não há motivos para o Brasil achar que aqui será diferente. Apesar de termos quase dois terços da população imunizados com as duas doses ou dose única de alguma das vacinas, a ameaça da nova cepa é real.

Marcadas por mais viagens internas e reuniões de famílias, ambiente que tende a favorecer o contágio de vários tipos de vírus, as próximas três semanas serão decisivas para o futuro da pandemia no Brasil. Por enquanto, as estatísticas estão aparentemente sob controle, mas a queda/estabilização em baixa dos números não é garantia de que estamos livres do coronavírus.

O exemplo do final do ano de 2020, quando a primeira onda refluía e parecia que a vida voltaria a alguma normalidade, está aí para provar que o melhor é seguir alerta. Se o mundo está preocupado com a ômicron, não há motivos para o Brasil também não se preocupar.

*Marcelo Tokarski é sócio-diretor do Instituto FSB Pesquisa e da FSB Inteligência

Este é um conteúdo da Bússola, parceria entre a FSB Comunicação e a Exame. O texto não reflete necessariamente a opinião da Exame.

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