O futuro da medicina é cada vez menos invasivo

Executivo da Canon destaca os benefícios das inovações tecnológicas nos procedimentos de diagnóstico e intervenções

Cada vez mais, a medicina vem avançando no sentido de oferecer técnicas, tecnologias e procedimentos que permitam aos médicos trabalhar com mais segurança e, acima de tudo, ampliar as perspectivas de recuperação e cura dos pacientes. Nesse sentido, um dos pilares do presente e que será certamente o futuro são os chamados tratamentos minimamente invasivos e com tecnologias combinadas, que permitam realizar diagnóstico e intervenção no mesmo ambiente hospitalar.

Na prática, hoje, quando um paciente vai a um hospital fazer um exame de diagnóstico por tomografia computadorizada, ele precisa se dirigir a uma sala específica, preparada com o equipamento. Feito o exame, espera-se um tempo de horas ou até dias até sair o diagnóstico e o médico poder decidir qual conduta a ser seguida para o tratamento. Em muitos casos, esse período de espera é crucial, especialmente em pacientes com câncer ou sofrendo um AVC, por exemplo.

Em razão disso, a tecnologia é a maior aliada da medicina para proporcionar diagnósticos e tratamentos mais eficazes. Uma das novidades que chega ao setor de saúde é a combinação de tomografia computadorizada, ultrassonografia e angiografia para tratamentos oncológicos e de paciente de alto risco e doenças complexas, como AVC, em um mesmo equipamento, em um único ambiente hospitalar. É uma mudança que vai revolucionar a medicina diagnóstica.

O Brasil é o primeiro país da América do Sul a receber a tecnologia, que integra tomografia computadorizada, angiografia e hemodinâmica para tratamento de tumores oncológicos e de AVC (acidente vascular cerebral), entre outras finalidades. A primeira unidade do Alphenix 4DCT — nome do equipamento que combina as tecnologias — está instalada no Real Hospital Português, em Recife, o maior complexo hospitalar do Norte-Nordeste.

Com a associação de tecnologias, passa a ser possível tratar tumores de maior volume e em regiões difíceis de serem acessadas, perto de estruturas nervosas ou do coração, por exemplo, com muito mais segurança e eficácia. Todo o processo é feito via acesso endovascular (inserindo um cateter dentro de artérias ou veias) ou através de agulhas percutâneas (perfurando a pele), com uma só anestesia, numa mesma sala voltada para procedimentos de intervenção, com aparelhos e recursos humanos dedicados.

Por que isso é transformador? Em geral, nos hospitais, os procedimentos são feitos em departamentos separados de radiologia diagnóstica, sem estrutura para lidar com complicações, por exemplo, hemorragias. Nessas situações, o paciente pode ser transferido para outras salas para realizar tratamentos adicionais, o que pode agravar o quadro clínico. Segundo estimativa do Hospital de Cingapura, tal processo pode levar até 45 minutos. Nesse novo formato, em apenas 30 segundos, a equipe médica pode transferir o paciente de uma angiografia para tomografia, porque já está no mesmo local, com a tecnologia à disposição. Além disso, na tomografia, o médico consegue avaliar, em instantes, se o procedimento foi bem-sucedido.

É um método inovador que traz informações muito mais precisas da anatomia humana e marca o início de uma nova era da radiologia intervencionista para procedimentos cada vez menos invasivos. Chamamos de 'medicina do futuro': além da maior eficiência para o procedimento em si, acelera a recuperação do paciente, reduzindo o tempo de hospitalização e, por consequência, a exposição do paciente a potenciais infecções no ambiente hospitalar — em tempos de pandemia, quando as questões sanitárias de higiene estão ainda mais rigorosas, é algo que deve ser amplamente considerado. Afinal, eficácia e precisão dos procedimentos, com reforço na segurança, são ganhos inestimáveis para os pacientes. É a combinação da medicina, do conhecimento e da tecnologia a favor da vida.

*Eduardo Davigo é diretor de marketing da Canon Medical do Brasil

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