Botox pode causar botulismo (Tanja Ivanova/Getty Images)
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Publicado em 21 de julho de 2026 às 07h00.
Apesar de ter ficado conhecida pelo nome “botox”, da marca mais popular no mercado, a toxina botulínica é produzida por uma grande variedade de laboratórios. Relaxante muscular, ela alivia as linhas de expressão. Em grandes quantidades, no entanto, pode causar botulismo, doença que causa paralisia muscular e risco de morte.
Em 2025 o Brasil bateu recordes ao movimentar cerca de R$ 48 bilhões no mercado de estética, tornando-se o quarto maior player no cenário mundial. O crescimento, no entanto, também veio com pressão por mecanismos de segurança mais rigorosos.
“Estamos falando de riscos reais à saúde. Produtos falsificados ou armazenados inadequadamente podem causar infecções, reações inflamatórias, necrose tecidual, comprometimento respiratório e até situações graves de botulismo”, diz a dermatologista Paula Mendes.
Segundo a especialista – ao observar a intensificação de alertas da Anvisa sobre lotes falsificados ainda no começo deste ano –, a logística também é essencial. A toxina botulínica exige controle rigoroso de armazenamento e transporte para preservar estabilidade, esterilidade e eficácia clínica.
Em geral, a toxina botulínica deriva produtos que precisam ser mantidos refrigerados entre 2°C e 8°C durante toda a cadeia logística.
De acordo com Andryelle Mokarzel, Head Comercial da Mafra Especialidades, o avanço da demanda por procedimentos estéticos elevou o nível de exigência sobre rastreabilidade, armazenamento e controle logístico.
A empresa da Viveo reagiu fazendo com que a segurança dos procedimentos começasse muito antes da aplicação em consultório, postura que a especialista recomenda para todos os agentes no mercado de estética brasileiro.
“O tempo médio de entrega varia entre 24 e 48 horas e, em rotas mais longas, realizamos pontos intermediários de manutenção térmica. A logística no Brasil traz desafios importantes por conta da extensão territorial do país. Isso faz com que adotemos protocolos rigorosos”, explica.